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o último

Livro: Meu casaco verde, Adyles Ros De Souza

Filme: A Lasanha Assassina: O ataque das massas (2023) - assisti no Fantaspoa

Série: You (2ª temporada)

Peça de teatro: apresentações de final de semestre do pessoal do 4º semestre da cadeira de atuação do DAD (departamento de artes drámaticas da faculdade), a do amor com a música Oração da Banda mais bonita da cidade (a que um dos atores olha a plateia a procura da mãe, encontra e diz "mãe eu te amo", a da praga que era de comédia e de reis e rainhas e de amor, onde dois atores passam a pandemia na Qorpo Santo. 

Exposição: Aquela coisa que pulsa e ViaRua, Museu da UFRGS

Música: Teu Inglês, Fellini

Show: Cardamomo e Psicho Delícia no Ocidente

Vídeo do Youtube: OSGÊMEOS - Revista Bravo

Viagem: com o carro novo velho do meu pai de Porto Alegre para Osório

Refeição: tentativa de sunomomo, carne, arroz, brocólis e laranja (jantar com minha mãe)

Bebida: água gelada

Sobremesa: chocolate alpino

Mensagem enviada: "fiz jantar com comidas de vdd com minha mãe!"

Compra: elásticos de cabelo

Fotografia:




Talvez essa tag tenha sido criada pela Isa do Isamateur, eu acredito que tenha sida na verdade. Obrigada Isa, bela tag! Tomei a liberdade e adicionei mais algumas propostas como: peça de teatro, show, exposição, mensagem, compra e fotografia. Se quiser fazer, por favor deixa aqui para eu ver depois e se tiver novas propostas atualizar aqui.☺

015: gritaria

Portrait of a Reputation, Francesca Woodman
As vezes esqueço dos porquês de escrever aqui e ai eu giro e giro e lembro que um dos motivos e que não tenho com quem conversar sobre certas coisas. E isso é terrível, e não sei a internet ajuda ou atrapalha. 

No ultimo sábado assisti Monsieur e Madame Adelman na Netflix, tinha visto numa lista de indicações de filmes de lá mas não sabia sobre o que era. Adorei o filme! Quero muito falar dele com alguém, do porque gostei e também não gostei, e falar do cinema francês, o qual eu não conheço, e da frase do cineasta Claude Lelouch, "Não há pessoas boas e ruins em meus filmes, apenas pessoas que às vezes são boas e às vezes, más", que li numa análise do filme. Achava que não sabia o que tinha achado do filme exatamente até ler isso e ver que era exatamente isso, e é isso que eu gosto de ver. 

Hotel Room, Sophie Calle

Antes disso ainda assisti toda essa série de vídeos sobre arte e feminismo, desde então tenho estado inspirada na Sophie Calle e na Francesca Woodman. São minhas artistas favoritas com toda certeza. Ver o trabalho delas me deu ideias, curiosidade e me fez pensar de outros jeitos sobre arte. 

Acho que já faz umas três semanas que estou meio que trabalhando num pequeno consultório médico perto da minha casa. Eu odeio trabalhar lá e me sinto mal com isso, mas pelo menos estou conseguindo juntar dinheiro para quando precisar me mudar para fazer faculdade e tudo mais. É muito cansativo e sempre chego em casa sem vontade de nada, e ai penso que até queria fazer algo mas não sei o que, e caio em um limbo. 

ilustração de victim

Lista de webcomics muito muito boas para ler:
 Arlindo @ilustralu
 Brisa Errada, Treze
 Quinze minutos com você, Mariana Sales (criadora do Sad Girls Comics)
 HQ de Briga, Silva João 
 Girina contra as forças do mal, Priscila Limonta
 Elevador, Aureliano Medeiros


Acho que era isso só mesmo.


mini doc. de férias

arte por Ju Gama

Gravei durante as férias de inverno do ano passado, dois mil e dezenove, organizei o material e editei no inicio desse ano, em janeiro. São recortes das minhas férias inverno, testes de entrevistas com amigos e minha prima pequena, são tentativas e erros de produzir um documentário. 

Um ano acho, talvez dois, parei de gravar as coisas e fazer minhas retrospectivas, meus vídeos experimentais que não tinham objetivo nenhum, e nada mais que fosse relacionado ao audiovisual. Hoje (que é dia 30 e não dia primeiro de abril), revi muitas coisas que nem lembrava de ter feito e senti vontade de voltar a guardar as coisas. O doc. de férias foi minha ultimo projeto de vídeo e eu ando tão distante de tudo isso que prestar mais atenção ao redor e gravar é uma coisa irei reaprender. 





014: para de esquecer!


I'm excited to see where this is all going - Dallas Clayton

Um tempo atrás eu tinha uma memória ótima, mas ultimamente não consigo lembrar de nada muito bem. As vezes acho que perdi minha atenção as coisas e que minha cabeça esta tão cheia de momentos e informações que talvez não tenha mais espaço para tudo, todos as memórias parecem que estão bagunçadas, como se depois de um tempo elas parassem de ser organizadas bonitinhas e fossem só jogadas de qualquer jeito.


Mal vejo a hora dessa droga de pandemia chegar ao fim.


Coisas que fiz em fevereiro pela primeira (e esqueci de falar antes):
⭐ Encadernei um caderno com tecido. Ficou uma porcaria.
⭐ Pintei telas
⭐ Dormi na casa de uma artista. Em um dias das férias passei uma noite em Porto Alegre com com meu namorado, minha amiga e o namorado dela, a mãe de namorado dela é ilustradora, principalmente de livros infantis, e também professora na universidade que quero estudar. Só ele estava em casa nesse dia, e o apartamento era muito bonitinho e tinha um atelie na sala.
⭐ Nesse mesmo dia que falei nós ficamos ate bem tarde na Cidade Baixa, é foi a minha primeira vez saindo assim em outra cidade. Foi muito divertido conhecemos muita gente legal e até encontramos uns amigos no meio da multidão. 
⭐ Comi comida árabe  num restaurante chamado Só Falafel, é vegano e muuuuito bom!
⭐ Visitei meu amigo que mora em Palmares do Sul, nunca tinha ido lá antes e é uma cidade muuuito pequetucha e interessante
⭐ Experimentei o curry que meu amigo fez, ele é muito bom cozinheiro e sabe fazer várias receitas exóticas e diferentes
⭐ Organizei uma tarde de tie-dye com meus amigos. Já tinha feito tie dye quando tinha uns 13 anos mas foi muito divertido fazer com várias pessoas junto. Infelizmente não fiquei com nenhuma das camisetas que fiz (uma dei de presente a meu amigo de Palmares que estava de aniversário e a outra pro meu irmão), mas vou fazer outra para mim
⭐ Andei de banana boat


 ilustração por Demii Whiffinilustração por Demii Whiffin     ilustração por Demii Whiffin 



apareci na i wanna be yr grrrl



PRÓLOGO
1° de janeiro de 2020, eu estava maravilhada com a quantidade de zines incríveis que tava encontrando no Issuu. Não sei se descubro mesmo ou só redescubro as mesmas todas as vezes na verdade. Não sei alguém lembra disso mas já tinha mencionado a I Wanna Be Yr Grrrl lá no guia de zines, em junho, tava na quinta edição. Li as edições de novo no inicio do ano e fiquei fascinada de novo, vi que a autora tinha aberto uma chamada pela página no Facebook para enviar contribuições para a próxima edição e enviei um email com umas coisas que tinha pronta, até meio nada a ver. 

O VÍDEO
4 de abril de 2020, hoje mesmo, entediada e cansada de mim mesma lembrei do canal no Youtube da Seth (que também já falei por aqui, incrível como tudo se conecta!). Ela não tem uma regularidade, as vezes até esqueço de lá e pensei que poderia ter algo novo. Tinha mesmo, dois vídeos, o primeiro que vi era a entrevista com a Puipo e a Flavushh, duas artistas que gosto e acompanho também. Perfeito! Elas falaram de como começaram nesse mundo de zines, quadrinhos e tudo mais e mencionaram o grupo do Facebook, ZINE XXX. 

O GRUPO
Lembrei que também tava nesse grupo e depois de ver a entrevista dei uma olhada lá. Todo abandonado como o próprio Facebook, o que é uma pena porque esses grupos eram muito interessantes. Rolei os posts procurando alguma coisa massa e encontrei: "Zines que li em 2019", uma lista de... tananananã... Larissa Oliveira!!! Isso não fez muito sentido pra mim de primeira.

A LISTA
Uma seleção ótima, conheci várias zines e links muito legais e ainda descobri um pouco mais sobre a Tobi Vail. Uma parte falava sobre o zine da própria Larissa, fui ver e era o I Wanna Be Yr Grrrl, sexta edição. Folheei o zine e na primeiríssima página, no sumário, tinha um desenho meu!!! Fiquei muuuito feliz mais confusa de como tinha ido parar lá. Nesse tempo lembrei que já conheci o projeto e recordei de quando tinha enviado o email (que encontrei alguns minutos depois) para ela. 

Não tinha ideia de que um dos meus desenhos tinha mesmo sido escolhido, ela nunca me retornou nem nada e se não fosse tudo isso talvez nunca tivesse descoberto que fiz uma pequena contribuição pra uma zine tão maneira. Achei incrível como tudo estava interligado, e nem tinha falado ainda sobre como tenho um amigo (que conheci por acaso ano passado), que faz parte de um coletivo com a Seth.

ficar trancada em casa é terrível

eu que fiz >.<
8:40 - Acordei, comi uma caneca com granola e iogurte (essa palavra me confundi) de café da manhã. Reassisti alguns episódios de Gilmore Girls, lembrei porque é uma das  minhas séries favoritas.

10:30 - Coloquei o cobertor para lavar, troquei de roupa e fui ao mercado comprar cogumelos para o almoço. No mercado perto de casa não tinha nada que eu queria, e o chão estava todo marcado com uma fita amarela e preta. Fui no outro que é um pouco mais longe mas ainda é perto, fui de bicicleta porque queria muito usar meu cadeado novo pela primeira vez (comprei alguns dias antes da quarentena). Tinha um número limite de pessoas para entrar no mercado, recebi uma ficha. Também não tinha os cogumelos que eu queria e tive que levar os em conserva, comprei tomates. 

11:50 - Arrumei as coisas na cozinha e preparei 3 crepiocas, duas  pra mim e a outra pra minha mãe. Ela tinha pedido para fazer no dia anterior e tinha até dado dinheiro para o cogumelo especial, não sei quando terei essa chance de novo. 

12:10 - Almoçamos!

13:30 - Terminei o curso de Desenho e Criatividade do Puño. Fiz um carimbo com materiais alternativos que encontrei em casa e os resultados fora terríveis. Tentei melhorar as coisas desenhando por cima. Li alguns blogs, folheei redes sociais, desenhei, ouvi a rádio de Gatas Extraordinárias. 

15:20 - Assisti o documentário Cinema de Guerrilha no Tamanduá TV e rabisquei uns esboços do que seria o quadrinho sobre esse dia. 

16:50 - Fui ao mercado de novo porque minha mãe pediu para comprar mariolas, que é um doce de banana. Comecei a fazer a versão digital do quadrinho. 

18:00 - Joguei Gartic com a Bia, Ester, Mari, Beatriz e o Wood. Foi muito bom conhecer as vozes de quem eu normalmente só leio, todos tem vozes muuuuuito bonitas e com características únicas. Além disso fazem ótimos desenhos :)

 19:10 - Precisei sair porque minha mãe queria que eu fosse ate a casa da minha avó arrumar algo na TV para ela. Quando estava pronta ela disse que não precisava mais. Fiz uma bolinha de papeis rasgados para o meu gato e ele gostou muito. Continuei o desenho, queria terminar logo para estar pronto para hoje (que agora é ontem). 

00:20 - Depois de ficar intercalando desenhar com brincar de jogar a bolinha de papel para o gato e fica andando sem rumo, finalmente terminei! Estendi lençóis limpos na cama, tomei banho e assisti mais Gilmore Girls até cair no sono. 

Aqui tem a primeira edição do meu dia de hora em hora que fiz em um dia de aula de 2018. É interessante documentar o que estou fazendo nesse período terrível que estamos passando com quando tinha uma quase total liberdade. 


não pesquiso meu nome na frente dos amigos

desenho que meu namorado fez de nós dois quando nos fantasiamos de palhaço

Tenho vergonha de pesquisar meu nome no google na frente de qualquer pessoa que conheço porque tenho medo de aparecer algo sobre isso e descobrirem que escrevo e lerem o que escrevo e isso marcar pra sempre o inicio do meu sofrimento e desaparecimento absoluto. Adoro escrever aqui, mas sinto que seria julgada e todas essas coisas ruins se outras pessoas que não escrevem descobrissem esse segredo.


Não muito tempo atrás meu namorado viu sem querer o blog aberto no meu computador e eu passei mal. Não é certo, acho, ter mantido isso assim, mas não sei. É pessoal e um diário, mas é aberto a qualquer um com acesso a internet então porque ele não poderia ver? Sou muito insegura com minha palavras quando se trata de pessoas com quem convivo e vejo, e tenho esse sentimento de que não seria intendida. Nós resolvemos isso e eu pedi pra que ele não olhe nunca mais e ele prometeu que sim, mas antes disso falou que tinha lido um pouco e que tinha adorado e que era muito eu, que sempre me apoiaria em um projeto. Fiquei muito feliz, mas também estava envergonhada e queria nunca ter escrito nada e queria sumir e morrer. 

Se pesquisar Gabriela Bittencourt 
⭐ Minha foto de perfil do Filmow
⭐ Uma foto do LookBook (péssimo! nem lembrava que isso existia)
⭐ Uma animação muuuuuito malfeita 
⭐ O zine smking to dth

Se pesquisar InvisibleGabes
⭐ Perfis e fotos de perfil de tudo que é lugar
⭐ Desenhos meus e do meu namorado
⭐ Imagens que salvei do Pinterest
⭐ Algo sobre Invisible Games que não sei o que é soakdo

o que fazer um pouco antes de morrer

ilustração de Xingye Jin
Antes do fim, tem essas coisas que eu faria somente um pouco antes da morte. Pularia de um lugar extremamente alto, porque tenho essa curiosidade de saber como é a sensação de estar caindo. Dessa forma, no momento em que tocasse o chão, seria o instante exato em que morreria. Entretanto não gostaria de sofrer antes da morte, acredito que não há como cair assim e não penar. 

Seria a semana da minha morte, faria tudo que sempre quis e faltava coragem. Faltaria a escola, fugiria de casa, não entregaria nenhum trabalho, não daria comida ao gato. Pegaria todas as minhas economias, e como não são tantas conseguiria no máximo uma passagem de ônibus para a capital (que sorte morar perto!), dormiria na casa de alguém ou qualquer lugar que não me desse medo. Iria aos museus, lojinhas, parques, feiras, pintaria, desenharia, picharia, experimentaria de tudo. Registraria, "Os meus últimos dias de vida - vol. único" gravaria em um cd, escreveria um poema e colocaria nos correios. Correria pelas ruas, sem olhar pros lados, caminharia por ai de olhos fechados e pularia nas poças de água, nas fontes da rua. Seria tudo mais bonito, e teria as músicas certas tocando no fundo. E no último dia, quando morresse, seria um sonho pra sempre. 

ao meu primeiro amor

não sei se é ela mesmo ☹
Para o meu amor (não) correspondido,

A primeira vez que te vi. Isso foi a alguns meses atrás, mas lembro disso todos os dias. Isso me persegue e condensa em todas as minhas memórias. Tudo que sai da minha boca acaba tendo fim em algo que me lembra de ti. Nunca irei dizer nada, pois sou covarde. 

Em novembro, no sábado. Talvez tu não se lembre disso, talvez só eu tenha visto. Mas vou lembrar disso todos os dias, e estará em todas as minhas memórias. Nunca mudarei nada. Quando me abraçou de repente, e eu provavelmente corei e corri. Eu queria que fosse assim todos os dias. 

Pensei nisso durante as férias de verão inteiras. Principalmente pela manhã.  Que era feliz e triste. Eu queria que todos os dias fossem como aquele, mas eu tenho medo e não vou dizer nada, não vou mudar nada e nem fazer nada. Vou guardar isso em segredo, pois só pertence a mim.    

tudo tem um motivo


provavelmente é daqui
Poderia ser sábado, mas acabou sendo domingo. Nunca quis estar ali, mas no ultimo momento senti pena de mim mesma e acabei por ir. Na entrada, na bancada da cozinha, todos estavam de pé conversando. Não lembro que música tocava. Conhecia todo mundo, mas naquele momento era como se não. Tinha bastante gente, mas me sentia tão só. 

Depois de um tempo não lembrava porque queria ter ido. Eu sofria.

Quando perguntaram qual deveria ser o nome do teu personagem na banda desenhada dele, eu disse alto, que tinha de ser O Cara. Porque tu usa essa palavra em abundancia, e é engraçadinho. Tu ficou com vergonha, e não intendeu o que eu queria dizer. No final quis dizer em todos os sentidos. Nós paramos na porta de correr dos fundos, e tu disse que a tua vida é baseada na humildade e na empatia, tudo que tu faz é o minimo pra ajudar quem está por perto. É o minimo, e não deveria ser visto como algo tão bom, pois todos deveriam fazer isso. Mas as coisas não são assim, e eu achei isso triste. 

Voltei a ficar quieta. Fiquei sozinha naquela cadeira alta da bancada, e todo mundo do lado dançando e falando no sofá. Eu queria ir embora. Pensava naquilo que me tinha dito. Foi pegar o copo ali perto, e me perguntou porque estava tão melancólica, e não ia para o outro lado. Eu não queria ir, não tinha motivos. E tu falou que tudo tem um motivo, que nada acontece por acaso, e ia terminar de falar essa filosofia  bonita quando ti puxaram. 

Quando nos falamos depois, tu disse que não lembrava de nada daquele dia. E eu nunca pude saber o porque tudo tem um motivo. E desejei nunca ter ido naquela festa, pois desde então não sei porque me sinto tão triste.  

o meme escrito


Eu fiz porque sim. Talvez eu tenha violado as regras do meme por não ter feito numa folha de verdade, mas achei necessário, de qualquer forma a letra é minha. Achei o meme no grupo do BEDA, que achou no blog A Life Less Ordinary, que não lembra se foi indicado ou se achou em algum lugar.

mizusu99 (´・ω・`) tatakinofu

三社祭のころには / 初音ミク  動画イラスト





浅草へようこそ / 初音ミク   動画イラスト http://www.nicovideo.jp/watch/sm29338588

Todos os desenhos acima pertencem a Mizusu, não sei muita coisa sobre ela (talvez ate seja ele). Isso é meio triste porque eu queria falar sobre o artista, porque os desenhos dela são muito fofos e me inspiram bastante. Ao final da minha intensa pesquisa tendo como origem os desenhos que salvei no Pinterest (onde vi pela primeira vez as artes dela), descobri que ela é possivelmente japonesa, tem uma conta no Tumblr, no Twitter e no Pixiv. Eu também não sabia o que era esse último, por isso fiz outra pesquisa. É um site japonês de compartilhamento de desenhos e mangás, tipo um DevianArt oriental e mais simples.  

lista de reprodução número um

não achei de quem é a foto ☹
A primeira vez que criei uma playlist foi 2014 (em númerais romanos MMXIV), eu tinha 13 anos. Provavelmente o nome dela,  pelo que me lembro, era Unicórnios Fantasmas MMXIV, porém quando passei para o computador e depois para o Spotify achei meio tosco e deixei apenas o ano. Ela foi muito importante na minha vida, pois foi quando comecei descobrir minhas próprias bandas favoritas sozinhas. E também, eu só tinha uma playlist então a ouvia em todos os momentos, quando andava na rua, enquanto me arrumava, antes de dormir (até dormir), quando ficava triste e quando ficava muito feliz. Já faz um tempo que não ouço ela, mas fiquei com saudades ☺    

10 centavos

filme: Almost Famous
Os tambores rufavam grotescamente. A câmera pesava em meu pescoço. Antes mesmo de notar a presença deles, Pedro e o menino do cachecol vermelho posaram. Para mim, quando alguém posa é impossível não tirar uma foto. Sinto que se não tirar ao menos uma fotografia mesmo que desfocada, estaria sendo rude e consequentemente alguém ruim. Eles posavam sempre que me viam, e posavam ao fundo enquanto eu fotograva outros rostos. E eu adorava retrata-los, mesmo que desfocados. 

Ao meio dia, encerraram-se as atividades olímpicas. Pedro, o menino do cachecol vermelho e eu fomos a Praça 1, ao lado do colégio. A Praça 1 é um lugar de pouco movimento ao meio dia, esse dia inclusive só havia nós três. Pedro contou-nos sobre o dia anterior, o qual gastou seus dez centavos em uma sacola plástica rasgada dos supermercados Asun, que ele levava no bolso da calça de moletom. Pedro completou dezoito anos na quinta-feira, e agora pode gastar seu dinheiro como quiser. Mesmo assim ele disse que não podia levar a sacola para casa, e pediu ao menino de cachecol para guarda-lá em baixo da cama. 

PS: Essa história talvez seja nonsense demais para alguém que não estava lá, e não sabe o que aconteceu antes ou depois. Mas eu queria deixa-lá registrada aqui por mais que não tenha nada demais.

e se fosse assim?

fotografia de Arthur Schatz
Quando eu era menor pensava que a vida era uma história, e que uma criança lia antes de dormir. E que quando nós dormíamos era porque ela havia parado de ler. As vezes eu também imaginava que quando eu não via as pessoas elas ficavam imoveis, paradas, inertes. Como em Coraline, sabe? Que o mundo e construído, algumas coisas não existem e quando ela não está param de funcionar. E as outras pessoas eram apenas figurantes que só iam para rua quando eu estava olhando.

Já cheguei a pensar que as pessoas entravam dentro da TV antes dos programas começarem, e que o mundo era na verdade uma célula microscópica dentro de outro ser vivo. E se for mesmo? E se tudo que falei for verdade? E se a galáxia for o ouvido desse ser?

O mundo é tão complexo que as vezes me deixa confusa, como cair em uma toca de coelho sem saber onde vai dar. 

E como seria se a vida tivesse uma trilha sonora sem fim? Que fosse possível voltar no tempo sem afetar nada? Que a telecinesia fosse uma habilidade comum, como um dos cinco sentido? Que ficar invisível fosse tão simples como piscar? Mas quem sabe um dia essas coisas se tornem realidade...? 

PS: Escrevi isso no dia 18 de outubro de 2014 num blog que tinha com a minha melhor amiga. Eu tinha 13 anos e 5 meses. Lembrei em como achei legal quando escrevi, e agora, depois de reler continuo achando bom.

eu nunca

Li a tag no grupo Se Organizar, Todo Mundo Bloga, que achou nesse blog. Nunca brinco de Eu Nunca, porque tenho medo de certas afirmações serem evasivas, evasivos, invasivas (me perdi) demais. Eu gosto de segredos. 

Eu nunca usei meia calça arrastão (mas queria)
Eu nunca fui ao cinema sozinha
Eu nunca comi atum nem sardinha (ugh!)
Eu nunca viajei para algum lugar de balão
Eu nunca tomei catuaba
Eu nunca tive interesse em politica 
Eu nunca ganhei um videogame
Eu nunca falei palavrão ou palavras que considere feias de alguma forma
Eu nunca beijei mais de uma pessoa
Eu nunca soltei um pássaro (nunca prendi também)

bandas nacionais show

Apanhador Só
Minhas bandinhas (atuais) nacionais favoritas numa lista em ordem aleatória. Na foto acima, Apanhador Só no lançamento de seu álbum, Acústico-Sucateiro em 2011. É triste saber que essa banda existe desde 2005 e eu só descobri esse ano depois de ouvir um amigo cantando.


Em 2003 em Porto Alegre surge a banda independente, Apanhador Só. Três anos depois lança o primeiro EP, Embrullho Pra Levar. Disso, se seguiu aberturas de shows em São Paulo, reconhecimento e três discos, todos gravados em formatos diferentes como fitas cassete e vinis. O ultimo álbum foi lançado esse ano (2017), e da pra fazer o download dele, e de todos os outros no site. 

Se quiser, comece ouvindo essas: Vitta Ian Cassales, Despirocar, Maria Augusta, Nescafé, O Rei e o Zé, Cartão Postal, Líquido Preto,  Bem-Me-Leve, Metropolitana, Linda Louca e Livre


Dingo Bells, não achei muito sobre ☹  O primeiro álbum Maravilhas da Vida Moderna foi lançado em 2015. Conheci a banda no mesmo ano em um vídeo de indicações de bandas nacionais do Minuto Indie. Essa banda também é gaucha (possivelmente de Porto Alegre), e se apresentou no Pepsi Twist Land, onde eu assisti e foi demais!

Minhas favoritas do álbum: Dinossauros, Eu Vim Passear, Maria Certeza, Lobo do Mar, Mistério dos 30


Móveis Coloniais de Acaju, teve origem em Brasilia no ano de 1998. Apresenta influencias do leste europeu com música popular brasileira, ou como é denominada pela banda feijoada búlgara. O nome teve como inspiração um conflito fictício que une índios e portugueses contra ingleses da Ilha do Bananal. Desde o fim de 2016 a banda está em pausa por tempo indeterminado. 

As primeiras que ouvi: O Tempo, Não Chora, Sem Palavras, Falso Retrato (U-Hu)


Sara Não Tem Nome, começou a compor as músicas para seu primeiro álbum, Ômega III aos 14 anos que foi gravado em 2015. Ela é artista visual, compositora e cantora. O titulo Sara Não Tem Nome surgiu na faculdade de belas artes, quando os alunos davam mais importância para a família e origem das pessoas do que para o que elas produziam. Aqui tem uma entrevista para o canal Arte 1, onde eu li soube mais dela.

Minhas favoritas do mundo: Geografia, Carne Vermelha, Dias Difíceis, Água Viva, Atemporal, Queda Livre

PS: queria colocar mais bandas, mas ai a lista ficaria entediante então se alguém quiser conhecer eu posso fazer outra lista ☺ Da pra baixar os álbuns de todas as bandas gratuitamente no site de cada uma delas.

the diane horror picture show

* Diane Arbus
Diane Arbus- I would love a giant Diane Arbus photo on my wall!
diane arbus (1)
Diane Arbus. This photo of the two children in the street really caught my attention. It shows the true nature of a child. Their care-free attitudes, their "goofiness."
artnet Galleries: Three Circus Ballerinas by Diane Arbus from Jörg Maass Kunsthandel   1964
Drag queens and grannies - diane arbus
Diane Arbus, Nancy Bellamy’s Bedroom, New York, 1961.
Diane Arbus. Identical twins, Roselle, New Jersey, 1967.  http://diane-arbus-photography.com/
Diane Arbus (Ella)
Diane Nemerov (Arbus), 1923 NY, iniciou sua carreira como fotografa em revistas de moda junto de seu marido, Allan Arbus. Os dois se encontravam as escondidas desde a adolescência pois os pais de Diane não permitiam o romance, pois eles também haviam enfrentado isso em sua própria juventude. Cansada da mesmice, durante os anos 50, Diane muda seu estilo fotográfico focando mais em cenas do cotidiano com pessoas comuns e marginalizadas. Tendo como principais cenários circos, hospitais psiquiátricos, necrotérios e quartos de hotéis. Ela gostava de fotografar personalidades excêntricas, com problemas físicos ou mentais, e peculiaridades únicas. Depois do fim de seu casamento, sofreu com  depressão e hepatite. Teve seu fim ao cortar os pulsos dentro da banheira, em 1971. Durante a vida, falou a um amigo que não queria ser conhecida apenas como "a fotografa de aberrações."