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048: uma série de acontecimentos e remediações

Estou doente desde segunda-feira, são os anjos me castigando por querer viver a beça.
Uma série de acontecimentos e remediações:
dor de garganta ao acordar: hexomedine
cheguei ao fim do dia: sem voz 
aula: sair a rua 
rua: lomba, sol, uivar, corrida, pavor, listas, anotações; 
dor de cabeça, fadiga, falta de ar: repouso 
infecção na garganta: azitromicina 
febre: paracetamol 
ligações de minha mãe: a cada quinze minutos, terminando sempre com, seria bom voltar    
filmes: cochilo 
frio: termômetro  
tosse: pastilha 
dor nas costelas de tossir: rezar 
coriza: soro 
nariz: papel 
almoço: strogonoff 
dor no estômago: água de coco (o antibiótico destruindo meu estômago como um monstro voraz) 
     fim da tosse: leite com açúcar e canela

E o mundo acontecendo e vários convites e eventos e fotos e eu sem puder passar nada pra ninguém. 

terça-feira: abertura de exposição no trabalho 
sexta-feira: sair para fotografar, cinema 
sábado: diversas aberturas, evento no instituto cultural r., gravação do filme no terraço (adiado), leilão de arte, diversas aberturas de exposições que parecem muito boas! + ver amigos queridos
domingo: almoço no Beverly, jogo de cartas, clube de leitura em voz alta, jogo de taco

uma quase oficina de cianotipia

negativos impressos em folha de retroprojetor

Participei de uma oficina de cianotipia ministrada pela professora de fotografia da faculdade, foram 2 dias e foi a primeira vez que vi uma professora do curso ao vivo. Cianotipia é um processo de impressão monocromática e manual que ocorre por emulsão e exposição a luz ultravioleta.  A emulsão, ou seja, o composto químico  é uma solução de citrato férrico amoniacal de cristais verdes e ferricianeto de potássio, ambos diluidos em água, que quando misturados em partes iguais apresentam um tom amarelo-esverdeado meio fluorescente. Essa mistura reage com a luz ultravioleta  possibilitando a impressão de negativos (como os acima) ou objetos que estiverem entre eles (solução e luz). 

Pulando a parte teórica da coisa: na oficina os quimicos já estavam prontos e eles são facilmente encontrados na internet como kit de cianotipia. São dois vidros, um com cada quimico já diluido em água que é só misturar igualmente, conforme a quantidade que pretende usar (sempre indicado preparar a emulsão em pequenas quantidades porque jogar fora esta fora de opção!) num ambiente com pouca ou nenhuma luz, passar com um pincel largo em papéis ou tecidos da tua preferencia. Os papéis mais tradicionais pra isso são com fibras naturais, para aquarela 300g. Em seguida os papéis devem ser secos, nós utilizamos um secador de cabelos. 

Depois da emulsão pode se fazer duas coisas: 
1. Guardar os papéis emulsionados em um envelope ou pasta pretos, onde a luz não irá interfir, para usar outra hora ou
2. Continuar o processo escolhendo o que será impresso! Pode usar qualquer coisa para montar sua composição, só precisa ter em mente que tudo que estiver obstruindo a luz ficará branco e o que estiver exposto ficará ciano/azul. 

Eu fiz experimentos com plantas e com negativos que imprimi em papel para retroprojetor em casa mesmo. Esses papéis são transparentes e próprios para impressão em jato de tinta, ai só precisa editar a foto que tu quiser como um negativo e imprimir do lado correto!!! Caso imprima do lado errado a folha não irá absorver a tinta, nesse caso é só limpar com álcool e papel toalha e imprimir do lado certo.  

Com a composição pronta é preciso montar um sanduiche que siga essa ordem de montagem: 
1. Papel com a emulsão
2. Composição
3. Uma placa de vidro, que seja ao minimo  do tamanho do papel para deixar tudo no lugar e tudo beeeem preso porque se o objeto não estiver bem perto a imagem não ficará nitida na impressão. 

Agora só expor no sol ou na luz negra. 15 minutos de exposição em uma luz forte já são o suficiente para um resultado legal. Esse processo todo é bem experimental então nada tem uma super regra e tudo que falei pode ser modificado ou feito de outra forma conforme o teu objetivo.

antes da lavagemdepois da lavagem


Enquanto está exposta a luz a emulsão muda de cor, indo do amarelo-esverdeado para um verde escuro meio musgo e por fim para um tom mais cinza com detalhes em azul, como na foto a direita. Essa foi a primeira cianotipia que fiz, usei umas plantas que tinha no jardim da casa onde aconteceu a oficina. Quando começa a ficar nessa cor quer dizer que já está bom para ir para a próxima etapa: a lavagem. Só colocar a folha em um recipiente com água, nos usamos aquelas bacias de carne que tem um formato meio caixinha de areia de gato. Dependendo do tamanho da folha é reciso trocar a água da bacia algumas vezes. A lavagem retira a goma deixada pela emulsão e revela o resultado final da impressão. Por último é só secar a folha com o secador ou deixar secando naturalmente. 


Essa da esquerda foi a primeira que fiz sozinha, com umas folhas emulsionadas que trouxe pra casa.Não tinha uma placa de vidro então grudei as folhas todas no vidro da janela, onde tinha bastante sol e deixei por uns 40 minutos. A imagem apareceu mas não ficou perfeita. A da direita fiz no último dia da oficina, depois que mostrei a anterior para professora e ela disse tudo que tinha acontecido. Quanto mais tempo exposta a imagem mais escuro fica o azul, e assim o contraste não fica tão bom. Além disso teve o desfoque causado porque o negativo e a folha não ficam bem coladinhos no vidro da janela, sempre fica um espaço. Juntando tudo isso acabei perdendo muitos detalhes da imagem. 

Na última aula também descobri que tem umas misturas que servem como intensificador ou clareador, para passarem na folha depois da revelação. A imagem da esquerda estava ainda mais escura antes, nessa foto eu já tinha passado o clareador e lavado ela de novo. O clareador é feito com um pouco de vinagre branco de álcool misturado em água e o intensificador com água oxigenada 10 volumes também misturada em água. Eles agem como um editor de fotos totalmente manual e analogico. 

monotipia resultante
negativo impresso em folha de retroprojetor

Nessas últimas fiz alguns experimentos. A primeira (superior direita) burrifei água enquanto passava a emulsão no papel, deixei absorver um pouco e depois sequei com o secador. A debaixo dela também fiz sem vidro, porém coloquei numa caixa de luz negra que minha mãe me falou que tinha na loja, ela é pequena e cabe no máximo folha A5. A do lado foi das que deixei muito tempo exposta e na janela, não da pra ver nada dopsfkdspofk

FIM.

um guia para iniciantes sobre acordar e o que vem depois

não encontrei o artista

1º passo:  Acorde. O primeiro pensamento do dia pode definir o tom dos próximos acontecimentos, aproveite o tempo do despertar e utilize os próximos minutos para pensar profundamente sobre o que anda pensando. Caso  acorde de um pesadelo ou de um sonho muito muito bom anote.

2º passo: Espreguiça. Alonga. Estique-se o máximo que puder quantas vezes for preciso para se sentir bem. Alongue pescoço e ombros. 

3º passo: Troque de roupa, se quiser. Escove os dentes e coma algo de café da manhã ou coma algo de café da manhã primeiro, coloque uma música. Esse passo pode ser adaptado para a ordem que preferir. 

4° passo: Se for possível volte para cama, leia um livro, revista ou cartinha do seu admirador secreto ou assista um filme. É muito bom acordar antes do sol nascer e acompanhar ele vindo enquando está vendo um filme. Na verdade fazer qualquer coisa antes do sol aparecer é uma sensação incrível. 


tudo o que você precisa saber para colar stickers

 um guia para iniciantes e entusiastas em intervenção urbana

adesivos em papel

É proibido? Sim, colar adesivos, pôsteres, lambes e tudo isso é ilegal mas grande coisa! A intervenção urbana perde significado se for legal perante a lei pois é uma forma de manifesto e expressão para quem não tem voz mas quer gritar. Muitas cidades possuem leis especificas sobre pixo, colagens e ate propagandas mas isso não impede nem mesmo as cartomantes e detetives Alines do bairro, logo não vai te impedir, não é?  

O QUE FAZER

É totalmente livre! O mais comum é fazer tags, assinaturas com teu nome ou apelido e também figuras que remetam a ti como personagens, ícones.. O negocio de assinar os lugares com stickers é como um jogo onde tu pode marcar lugares que já foi, frequenta... Acho muito divertido encontrar adesivos da mesma pessoa em vários lugares, como se fossem pistas de onde a pessoa já andou. Mas também pode ser algo mais político ai o bom é colar em lugares mais específicos que chamem atenção e atinjam o alvo. 

COMO FAZER

Não existe formula ou jeito certo, é preciso encontrar o seu estilo de fazer! Para um pontapé inicial indico os vídeos do Sheip que são objetivos e rápidos e uma lista de maneiras e dicas baseadas em como já fiz:

Folhas de papel adesivo (aquelas com aspecto de sulfite ou qualquer outra) e caneta esferográfica, acho que essa caneta vai durar mais na rua do que um marcador que desbota e derrete bem mais fácil.  PS: já testei com marcador de quadro e sobreviveu a dias super chuvosos!!

Papel contact transparente, folhas de oficio e qualquer material para riscar. Desenha na folha de oficio, recorta, mede uma área maior que o desenho no contact e recorta, ai é só por o desenho entre o contact e a folha de proteção pra facilitar quando for colar mesmo, assim fica como um adesivo de verdade.

Qualquer papel contact, marcadores permanentes, cola ou esmalte transparente. Essa forma não fica perfeita pois a finalização borra um pouco o desenho mas nada demais também. É só desenhar direto no contact, recortar e depois proteger com uma camada de cola branca ou uma base de esmalte e tcharam! um adesivo protegido do mundo lá fora. 

Adesivos feios (campanhas, propagandas), tinta acrílica e marcadores. O jeito mais barato é reaproveitar adesivos velhos e inúteis apagando o conteúdo deles com uma generosa camada de tinta e ai rabiscar a sua marca.  

 Imprimir diretamente em papel adesivo ou vinil! Da para fazer a arte a mão e digitalizar ou fazer diretamente digital, salvar em uma qualidade boa para impressão (300 ou 600dpi) e imprimir na gráfica.

ONDE COLAR

Postes de metal, placas (na frente a atrás), caixas de luz, de correio, prédios abandonados, lixeiras vidros... qualquer lugar onde a cola pegue. Deixe um rastro por onde passar, análise os outros adesivos colados pela sua cidade. Crie uma gangue de rua!!!

vamos fazer um zineeeeee??

filme: Shirkers
Desde que descobri o incrível mundo da arte independente: diários, feiras gráficas, animações de 15 segundos, listas de músicas, letras de jornal, fotografia estourada. A emoção do coração em forma física. Listo que quero fazer isso e aquilo, mas a verdade é que não tem graça fazer e não mostrar ou dizer pros outros fazerem também, e esse é meu manual definitivo de como fazer um zine (pra todo mundo fazer e espalhar ideias e artes por ai).


O QUE É?

“Um fanzine é uma publicação não profissional e não oficial, produzido por entusiastas de uma cultura particular fenômeno para o prazer de outros que compartilham seu interesse.” 
Wikipédia


“Imagina publicar um material seu, de texto, foto, desenho, do jeito que você quiser, falando nada mais nada menos do que… TUDO O QUE VOCÊ QUISER? Isso é um zine. Explico: zine é um livretinho básico, independente e, muitas vezes, com aquele jeitão de xerocado.”

Helena Zelie, coordenadora de literatura da Capitolina

Planet Sunshine : PhotoOBJETIVO: espalhar a palavra, sem censura

DESDE QUANDO?



As publicações de fãs começaram a surgir no século XIX nos EUA com a formação do Amateur Press Associations, que publicava coleções de histórias e poesias de escritores amadores. H. P. Lovecraft era membro.

Penny dreadfuls: popular no Reino Unido no século 19 era um livro barato, curto e com ilustrações que contavam histórias de crimes, assassinatos, torturas… .

Folhetins: surgiu no início do século XIX na França junto da imprensa, era um narrativa de prosa de ficção e romance geralmente publicada em capítulos sequenciais em periódicos como jornais ou revistas. Se aproximava bastante do realismo e sempre tinha como objetivo prender o leitor.

A partir de 1900 no Reino Unido começam a surgir as revistas pulp de ficção científica. O nome é por causa da polpa de celulose, material barato parecido com o papel de jornal utilizado para confeccionar as publicações. Com esse estilo surgiu também a troca de publicações entre os leitores através do correio, que possibilitou uma maior divulgação das obras. Em 1940 recebeu o título de fanzine que acaba virando apenas zine com os movimentos de contracultura.

1960 - 1970: foi utilizado em movimentos de contracultura principalmente nos EUA e na Inglaterra. Era uma forma de comunicação, resistência e expressão, em uma época autoritária. Os punkzines, falavam principalmente sobre música, literatura e críticas sociais.

1990: o movimento Riot Grrrl começou a aderir ao uso de zines como meio de comunicação. Essas publicações falavam sobre feminismo (promovendo opiniões contra o sexismo e compartilhando experiências pessoais relacionadas à violência contra a mulher), política e cultura punk.

PS: todo esse material foi pesquisado e escrito por mim mesma para fins pessoais, e complementado durante uma pesquisa para um trabalho de inglês ou qual fiz sobre esse assunto. Se quiser pode ver a apresentação desenvolvida para o trabalho aqui!

COMO EU FAÇO

Faço o tipo mais tosco e simples de zine possível, mas pretendo aperfeiçoar minhas habilidades para, quem sabe um dia costurar minhas próprias publicações. Utilizo uma técnica de dobradura que possibilita fazer 8 páginas contando com capa e contracapa. Depois escaneio, limpo e ajusto no PhotoShop e imprimo para dar pros meus amigos ou deixar por ai nos livros da biblioteca ou nos murais da escola. Com a versão digital ainda, organizo em formato PDF e disponibilizo no Issuu para que qualquer um possa ler c: 

LINKS UTEIS

Como fazer e história
O Guia Definitivo da Zine

o melhor sanduíche do mundo

série: Steven Universo

pelo visto isso é um meme e não sei de onde veioO sanduíche surgiu com o pedido do lorde inglês John Montagu (1817 - 1792), que mesmo faminto não queria largar as cartas de jogo e ordenou que preparassem uma coisa simples e rápida. O primeiro sanduíche era apenas pão e um pedaço de presunto, e virou o prato principal de todas as jantas do lorde. 

Eu gosto de sanduíches assim: 
Primeiro precisa de dois pães de sanduíche levemente tostados, com isso coloco queijo quark (também chamado kashmir), queijo fatiado e junto as duas fatias. Tosto mais os pães até o queijo derreter. Abro e coloco alface e tomate picado. Prefiro alface americana. 

Mas gosto da maioria dos tipos de sanduíche também, menos com presunto e atum.

o guia de como fazer um CD

filme: As Vantagens de Ser Invisível
Não escuto muito CDs pois não tenho um rádio que toque mp3, e não possuo muitos que goste. Queria ter mais o costume de fazer meus próprios CDs, escolher as músicas, o tema, fazer a capa, e me sentir como se estivesse em 1970 gravando uma fita para alguém baseado a minha coleção de vinis. Se eu ganhasse CDs feitos com carinho de meus amigos eu escutaria mesmo não tendo um rádio com mp3. 

Esse ano já fiz dois. O primeiro era um presente de aniversário, fiz com meu melhor amigo, nós escolhemos músicas que o aniversariante gostaria se conhecesse e outras que ela já gostava. Pensamos na capa, no nome, na parte de traz, nas músicas, na ordem. Intitulamos "Camisa de Florzinha", pois era a primeira opção de presente mas não encontramos nenhuma na cidade. O segundo, fiz sozinha. Pensei em tudo e mais ainda que da primeira vez, fiz quase tudo a mão, e tinha até um encarte. Esse era um presente que senti que precisava dar, não sei se já foi escutado. Eram coisas que queria dizer mas não conseguia, quase nunca consigo. 


não achei quem fez :c⭐ Para iniciar seu próprio mixtape é preciso antes de tudo decidir o objetivo, já que ele é como uma playlist só que de verdade. Pode ser indicações, músicas favorita, com algum tema, palavras que tu quer dizer, uma história a ser contada, músicas animadas e dançantes... 


⭐ Decida que músicas e sons irão compor a gravação, e se a ordem delas está coerente e harmônica. Antes de baixar e gravar as músicas sempre monto uma playlist de como seria o CD e ouço ela sem parar, mudando a ordem das músicas ate que elas combinem perfeitamente. Quando quero dizer ou contar algo invento uma ordem cronológica de forma que as canções se completem com a letra e possam ser interpretadas. É interessante gravar pequenas falas e sons, ou usar alguns que já existam entre as músicas ou no inicio e fim do CD.  

⭐ A pior parte: baixar as músicas. Prefiro  baixar o arquivo direto em mp3 do que converter de vídeos do YouTube, mas não é sempre que encontro tudo. Acho melhor evitar baixar apresentações ao vivo e clipes que tenham barulhos que não façam realmente parte da música. Quando tiver todo o material certifique-se que os dados do arquivo estejam organizados (nome, artista, ano, álbum...) pois isso ajuda a identificar o nome da música e da banda dependendo de onde o CD será executado. 


⭐ Gravar o CD é o momento mais fácil de todos, não precisa nem instalar nada apenas abrir o Windows Media Player, colocar o CD no driver,  arrastar as músicas na ordem (para manter a ordem definida anteriormente renomeie o nome do arquivo, não da música, colocando números antes do título), ver se esta como CD de Dados ou DVD (isso define o formato mp3) e clicar em gravar. Tcharam! O computador vai fazer um barulho estranho e depois cuspir o CD gravado :)





⭐ A arte da embalagem é arte! É importante saber as médias, e lembrar que a parte de trás tem duas dobras que ficam nas laterais (sempre esqueço). Da pra fazer só uma capa, ou transformar ela em um encarte com as letras, fotos e coisas que tenham a ver com o assunto (ou não). São inúmeras ideias que podem transformar a capa do, além dela também pode-se personalizar o próprio CD com marcadores permanentes e figurinhas.