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não deu tempo


Não Deu Tempo é um mini documentário independente de aproximadamente 8 minutos, e também meu trabalho final para a disiciplina de Laboratório de Vídeo, que estava fazendo nesse semestre que acabou agora e além de tudo isso é minha terceira produção documental. 

“Em vídeo, os modos principais de representação são, de um lado, o modo plástico (a "videoarte" em suas formas e tendências múltiplas) e, de outro, o modo documentário (o "real"- bruto ou não - em todas as suas estratégias de representação)”. -Philippe Dubois em Cinema, vídeo, Godard

Nesse vídeo exploro a documentação, gravando respostas espontâneas geradas a partir da questão “o que não deu tempo?” feita a 36 pessoas, entre amigos, conhecidos e desconhecidos. Minhas principais inspirações foram o Cabeças Falantes (1980), o Resposta das Mulheres: Nosso Corpo, Nosso Sexo (1975), de Agnès Varda e o Jorge Furtado. 


Gravei o vídeo todo com uma handycam emprestada de um amigo e é muito divertido dar zoom drámatico nas pessoas. Essa cadeira foi muito legal de fazer, mas pelos semestres estarem reduzidos (por causa desse longo processo de voltar ao normal depois da pandemia) tivemos poucos trabalhos. 

Outros vídeos produzidos pra aula e mini documentários porque documentar é muito divertido:
Terceira Pessoa
Echo

mini doc. de férias

arte por Ju Gama

Gravei durante as férias de inverno do ano passado, dois mil e dezenove, organizei o material e editei no inicio desse ano, em janeiro. São recortes das minhas férias inverno, testes de entrevistas com amigos e minha prima pequena, são tentativas e erros de produzir um documentário. 

Um ano acho, talvez dois, parei de gravar as coisas e fazer minhas retrospectivas, meus vídeos experimentais que não tinham objetivo nenhum, e nada mais que fosse relacionado ao audiovisual. Hoje (que é dia 30 e não dia primeiro de abril), revi muitas coisas que nem lembrava de ter feito e senti vontade de voltar a guardar as coisas. O doc. de férias foi minha ultimo projeto de vídeo e eu ando tão distante de tudo isso que prestar mais atenção ao redor e gravar é uma coisa irei reaprender. 





documentários da minha vida

ilustração de Alyssa Berg

Em 2014 uma das minhas melhores amigas (da época), se mudou para outra cidade. Eu tive a ideia de gravarmos (eu, minha outra melhor amiga e mais alguns colegas), vários videos sobre o que acontecia na escola e no final do mês eu editaria  como um jornal de noticias e mandaríamos para ela. Isso durou umas três ou quatro edições bem ruins, que nem sei mais onde salvei. Porém isso deu início a tradição de a gente gravar coisas, só pela nostalgia de ver depois.

Desde lá eu gravo tudo, as vezes pensando em como ficaria aquilo em algo mais cinematográfico e ou juntaria em um vídeo para mostrar aos meus amigos depois. Também comecei a me interessar pela edição, e procurar saber mais sobre isso. Em 2015 fiz a primeira retrospectiva do ano, que era pedaços dos vídeos do ano inteiro com músicas que a gente gostava no fundo. Em 2016 fiquei tão ansiosa pra fazer a próxima, que acabei fazendo a parte um do inicio ao meio do ano e a parte dois do meio ao fim. Esse ano fiz a mesma coisa, acho que assim talvez não seja tão cansativo de olhar. Além das retrospectivas com vídeos de vários dias diferentes, as vezes faço algumas montagens sobre apenas um dia que foi muito legal, ou dias próximos. Depois de editar eu mando para os meus amigos pelo Google Drive, e eles gostam de receber e ver e as vezes contribuem enviando vídeos para pôr.

Mesmo com muita vergonha eu escolhi as mais legais, caso alguém quiser ver e até mesmo precisar de ideias e inspiração para começar a fazer.

PS: aconteceu alguma coisa de errado com o primeiro vídeo, porque ele não é privado e diz que ele é. Se quiser assistir ele, é só clicar nos outros e depois clicar de volta nele c; por enquanto isso funcionou, espero que pare de dar esse erro.

quem é você e o que você quer?


As perguntas quem é você e o que você mais deseja podem ser interpretadas de diversas formas. O mini-documentário polonês, Gadajace Glowy (Cabeças Falantes) produzido nos anos 80 por Krzysztof Kieslowski entrevista desde um bebê que ainda não sabe falar até uma anciã com mais de um século de vida, fazendo a todos as mesmas questões: em que ano você nasceu, quem é você e o que você deseja. As respostas representam bastante o gênero, idade, cultura e estilo de vida de cada um, pois mesmo que todos nós sejamos iguais, somos diferentes. 

 

Krzysztof Kieślowski foi um diretor de cinema polonês. Após a conclusão dos estudos começou a dirigir e produzir documentários com foco na vida de trabalhadores e soldados. Os documentários influenciaram os primeiros filmes de ficção de Kieślowski, A Cicatriz (1976) e Amator (1979). Ele também produziu um série de curta-metragens para a Televisão Polonesa baseado nos dez mandamentos, durante essa época as produções deixaram o formato documentário e começaram a ter menos diálogos e se concentrar mais na fotografia. Continuou produzindo filmes mesmo depois de sua aposentadoria, quando começou a escrever o roteiro da trilogia baseada em Divida Comédia, Paraíso, Purgatório e Inferno, porem morreu em 1996 sem concluir o projeto.