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046: coisas das férias


Terceiro dia arrumando meu quarto número 2 que já foi o número 1. Semana passada a Joana passou uns dias aqui. Nós fomos a praia no primeiro dia e no segundo também, nos queimamos de  sol depois de horas no mar, deixamos nossas coisas num quiosque e no final do dia fomos a piscina do condomínio da vó de Enrique. Nos dias seguintes assistimos filmes e jogamos The Sims e foi como quando eu era criança e minha prima passava dias na minha casa. 

Estou lendo 3 livros: Mas em que mundo tu vive?, de contos do José Falero, ele me faz pensar muito; A vegetariana, romance de Han Kang, que a Joana me emprestou e pegou emprestado com a tia dela que trabalha com tradução; e Uma noite com Sabrina Love, romance de formação de Pedro Mairal, o qual descobri por acaso com uns poemas soltos traduzidos por um amigo distante. Ando pensando em até quando romances de formação e filmes sobre crescer vão fazer a minha cabeça. 

Fiz as unhas no salão duas vezes, bolo de cenoura com calda de chocolate: uma, visitas na casa da minha vó: acho que umas cinco, visitas na biblioteca: duas, vi meu pai: três. Volto para o meu quarto número 1 sexta e então logo tudo voltará: terei mais uma formatura, acho que vamos jantar na rua depois, almoçarei no Beverly no dia seguinte, vamos a uma exposição, jogar cartas na casa do Carlos, foliar, ver um show, fazer compras no mercado, arrumar o quarto número 1 que deixei pela metade, lavar roupas, almoçar com as meninas, ir ao cinema, fazer diversas reuniões, voltar ao estágio. 

coisas perdidas que encontrei:
⭐ agarradinhos
⭐ laços de cabelo
⭐ pedrita
⭐ coleção de filhote mania
⭐ cartas, convites e negativos dos meus pais
⭐ CDs 

coisas esquecidas que encontrei:
⭐ meias 
⭐ colcha bordada de quando era bebê que minha mãe nunca terminou
⭐ coleção de etiquetas
⭐ coleção de cartas e postais que troquei
⭐ vidros cheios de pequenas coisas (obsessões)
⭐ fotografia minha quando criança no shopping 
⭐ cadernos de desenho e diários
⭐ carimbos que fiz no 1º semestre da faculdade
⭐ câmeras quebradas 
⭐ cachecóis
⭐ papeis, réguas, canetas e lápis
⭐ caixas de presente
⭐ moedas
⭐ pelúcias e brinquedos
⭐ 1ª zine que fiz! sobre as músicas que mais ouvi no ano de 2016

livros que eu queria ter mas são quase impossíveis de se possuir

girls blue, HIROMIX




girls blue Rocking On 

HIROMIX
1996



HIROMIX
HIROMIX
1998



The Golden Age of Neglect
Ed Templeton
2002

           


not six
Nagashima Yurie
2004










Suíte Venitienne
Sophie Calle
1988


A Fotografia Como Arte Contemporânea
Charlotte Cotton
2013




The Diary of a
Teenage Girl
Phoebe Gloeckner
2015

Veronica Stigger!


Ela tem a idade da minha mãe e escreve coisas absurdas, violentas e engraçadíssimas. Trocando emails com Igor, o editor de uma zine que acompanho e participo regularmente, mando esse poema e outros, que são como uma colagem, perguntando se devo manter ou não as referências. Ele responde dizendo que gosta da ideia de manter as referências, que lembra um exercício de uma oficina de poesia via email que fez e o envia junto:

E se hoje você abrisse mão da ideia de que escrever 
é a ação de preencher um arquivo em branco?

Neste primeiro exercício simples, comece a pensar a produção a partir de algo que já existe. Roube as conversas de pessoas ao seu redor. Transcreva uma cena da novela que seu avô assistia. Substitua a caneta por tesoura e cola. Faça um corte na sua rotina. Você pode versificar tudo exatamente como foi dito, inspirando-se em Ana Luiza Rigueto, ou justapor frases de origens diferentes para criar diálogos desconfortáveis, como Verônica Stigger. Se a ironia parece um caminho mais interessante, talvez você tenha mais proximidade com Wisława Szymborska, e combine ideias diferentes na busca de novos significados ou acontecimentos.


E isso foi em setembro de 2024. Eu pesquisei cada nome citado e achei esse segredo da poesia que fazia tanto sentido comigo. Com conversas alheias anotadas em segredo durante uma viagem de ônibus, frases soltas que ouvia na rua e sempre repetia e ria muito com os amigos e o intertexto que resultava em alguns escritos.  A minha favorita da lista foi Veronica, conexão instantânea! (Ela também é gaúcha.) Rapidamente achei Delírio Damasco, um livro curto de poeminhas de 3 linhas, só com coisas que ela escutou por ai. Comecei a fazer o meu próprio arquivo de conversas roubadas. 


Li também O Coração dos Homens, e ela já estava na minha lista de escritoras favoritas. Ficou ainda melhor quando na livraria perto de onde trabalho achei o livro, O Sul, onde saiu o poema e descobri que depois do poema tem uma parte com folhas lacradas com o título, A Verdade Sobre o Coração dos Homens. O livro novo era uma fortuna e dei sorte quando encontrei o mesmo no sebo, do outro lado da livraria e ainda com as páginas lacrados por R$ 20,00. Com as mãos abri delicadamente o picote: ali outro poema que explicava o que era mentira e o que era um cruzamento de fatos do poema principal. 

A poesia é a parte meiga da escrita de Veronica, os contos muitas vezes me deixam agoniada, aterrorizada, enojada, imoral, desmaiada na realidade do mundo, com a cabeça aberta e com muita vontade de rir fazendo uma cara feia. 

 

Como disse da última vez, Os Anões, foi um livro que chegou ate mim pelas forças do destino. E assim como Delírio Damasco e O Coração dos Homens, eu fiz todos ao meu redor lerem. Agora, meu objetivo é fazer uma adaptação cinematográfica B do conto Ceia, que já foi lido em voz alta por diversos amigos meus. Ana Banana será Joana, Freak Franco: Juan, Gordo Celso: Jean, Chico: está em aberto, talvez Matheus, namorado de Nicoli e o garçom é Carlos. Vamos filmar no Beverly Hills, restaurante do pai do Carlos, Pedro vai ajudar com o roteiro e produção e Thomaz vai fazer os efeitos especiais já que ele quase sabe assobiar com os dedos na boca. 

Gran Cabaret Demenzial é minha última aquisição, comprei também no sebo mas dessa vez no Bom Fim, do outro lado do parque. Esse é Anões são da Cosac Naify, mas todas as edições são muito bem pensadas e bonitas. Ainda não terminei de ler pois estou guardando e gosto de ler pela manhã quando tem bastante sol no quarto. 

Desde que comecei com tudo isso tenho imaginado e pensado em coisas muito absurdas e porque elas parecem tão distantes. Ontem assisti uma peça chamada A Cantora Careca, clássica do teatro do absurdo, coisa que descobri ontem também que era um movimento muito famoso e fez muito sentido com outras que já havia visto. Esse texto sem sentido e divertido que diz muito de forma tão maluca e inventiva. A patafísica. O esdrúxulo. A poesia. A vida. 

poesias que não são minhas

Essa insegurança de escrever e não ler e de escrever e não mostrar e de escrever e sair correndo. Eu, eu, eu. Mês passado li O Apanhador no Campo de Centeio, e é esse tipo de coisa que gosto de ler. Será que vou gostar de histórias da juventude, melancolia, segredos, aventuras, descobertas, crescer... pra sempre? Agora estou lendo Nove Histórias, do mesmo autor. É uma coisa diferente mas mesmo assim ele sabe muito bem como escrever pra mim. Em Nove Histórias preciso investigar toda a história para compreender o que se passou ali, e isso me prende. Depois de cada conto fico um tempo matutando e depois vou ler uma análise, teve um que li um artigo inteiro sobre. A verdade é que fazia tempo que não lia ficção literária, a universidade só trás coisas ou muito científicas ou muito conceituais e eu não sei como aguentaria essas 3 semanas de férias sozinhas sem todas essas histórias. 

Tive uma idéia para uma zine ou sei lá onde escrevo tudo pelo celular, lá as coisas tem sempre mais chance de sairem erradas porque as letras são pequenas e os dedos são do tamanho que os dedos devem ser, essas duas coisas não estão em equilibrio como os teclados de verdade. Não reviso, não reescrevo, não corrijo e junto tudo em uma coisa com imagens e depois de tudo pronto esta pronto. A proposta seria ver o que podemos ler dali, mesmo com coisas com letras trocadas e ou com palaras quase indecifravéis. Ver o português instrumental em prática. Os acontecimentos que inspiraram isso foram a troca de mensagens entre mim e minha prima, ela nunca se esforça para corrigir qualquer mensagem que envia pra mim e se eu não a conhecesse talvez nem saberia o que esta escrito, as coisas são naturalemente criptografadas. Com a minha mãe e parecido, mas mutuo, e não tão secreto. Depois ainda veio esse texto da Esteph onde ela é tão real que não muda nada e as letras embaralhas deixa tudo ainda mais próximo de nós, do que ela esta vivendo. 

Acompanho umas indicações de livros e poesias do Beavis and Bookhead e é sempre uma graça. O momento para para que eu leia com toda a calma até o último verso. Recentemente também descobri a zine digital Felisberta, que reune autores ainda vivos e escrevendo, em edições sazonais. Recomendo fortemente a leitura da última edição, de inverno, que trás poemas do Diego Elias, responsável pela Beavis and Bookhead. Salvei alguns poemas que conheci através desses dois lugares:

adília lopes entra

1.
adília lopes
liga pro cabeleireiro
da simone weil

2.
adília lopes
dança noise depois
fode

3.
adília lopes
na void
dizendo quero lá saber
que sejam inteligentes artistas sexy sei lá o quê

4.
adília lopes
sai do mar maiô e sal
cintilando

5.
adília lopes
por enquanto
diverte-se

Ana Luiza Rigueto 

Essa me lembra muito a letra da música Fátima Bernandes Experiência do Skylab. Mas também me faz pensar na faculdade e nas pessoas, em mim, e em quem é Adília Lopes? Um diário de acontecimentos do vídeo-filme. 

finesse & fissura

melindre da língua
fetiche do meu verso que aflora
minha finesse que finda
minha delicatesse que míngua
minha fissura que implora

Ledusha

 

O último poema

Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamnates mais límpidos
A paixão dos suiccidas que se matam sem explicação

Manuel Bandeira

 

e
ntro
no banho
para evitar
minhas lágrimas
afinal chorar no chu
veiro é chover no molhado
oooooooooooooooooooooo
ooooooooooooooooooo
oooooooooooooo

Giovana Bezerra

socorro

socorro fiona apple
tem um quarto sobrando aí
levei um pé na bunda homérico
e achei que você entenderia a situação
pedi demissão e com a grana
do seguro desemprego
comprei passagens pra cá
trouxe livros de poesia brasileira
posso traduzir pra ti
ana martins marques é a melhor
vem vou começar
the book of resemblances

Pedro Cassel

 

Além de tudo queria registrar aqui:

⭐ a importância das notas pela zine NOTAS 2 de Livia Deboni
⭐ muitos poemas e pensamentos interessantes de Piovepato
⭐ poesia colagem em Bricando com a boniteza da língua portuguesa pt.3 de Luiza Heuko (indico todas as partes!)
⭐ o inferninho de Brida Abajur
⭐ o desenho no ínicio, onde esbocei um mini poema que fiz para a Xis em umas cartas que trocamos. 

ensaio sobre minha produção artística

Eu gostava de assistir às pessoas vivendo situações extremas¹. Cada coisa era cada coisa e inteira, na união de todas as suas infinitas partes. Mas e as sombras e os reflexos, esses que não se integravam em forma alguma, onde ficavam guardados? Para onde ia a parte das coisas que não cabia na própria coisa? Para o fundo do meu olho, esperando o ofuscamento para vir à tona outra vez? Ou entre as próprias coisas, no espaço vazio entre o fim de uma parte e o começo de outra pequena parte da coisa inteira? Como um por trás do real, feito espírito de sombra ou luz, claro-escuro escondido no mais de-dentro de um tronco de árvore ou no espaço entre um tijolo e outro ou no meio de dois fiapos de nuvem, onde?² Parecia um sonho, desde que eu não tentasse acordar³. Me liberto da necessidade de achar que preciso entender tudo, me organizo e me permito sentir, acreditando no futuro⁴.

Eu tenho uma ideia. Eu não tenho a menor ideia. Autobiografia. Não, biografia. Bikini Kill versus Drácula. Drácula versus Bikini Kill. Muito sentimental. Agora pouco sentimental⁵.

Não é proibido sentimentos, passear sentimentos, passear sentimentos desesperados de cabeça para baixo, não é proibido emoções cálidas, angústias fúteis, fantasias mórbidas e memórias inúteis, um nirvana da bayer e se é bayer (discordo)⁶. Louca, total e completamente louca, a menina muito contente bota a Coca-Cola na boca, num momento de puro amor. De puro amor⁷. Num dia assim, um dia assado, um dia assim, tinindo tinindo trincando⁸.

Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria que ele pensasse que eu andava assim, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era⁹. O silêncio me deprimia. Não era o silêncio do silêncio. Era o meu próprio silêncio¹⁰.


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1 A redoma de vidro, Sylvia Plath - pag. 17
2 Morangos mofados, Caio Fernando de Abreu - pag. 66
3 Filme: Pearl (2022) 34min24s
4 Mantra de gêmeos, disponível em: Capricho
5 A teus pés, Ana Cristina Cesar - pag. 9 (editado)
6 Morangos mofados, Caio Fernando de Abreu - pag. 119
7 Música: Jóia, Joyce
8 Música: Tinindo Trincando, Novos Baianos
9 Morangos mofados, Caio Fernando de Abreu - pag. 28 (modificado)
10 A redoma de vidro, Sylvia Plath - pag. 22


Esse é o texto final para o exercicio que falei anteriormente. É uma coisa muito divertidade de fazer e ler, gostaria de ter visto o dos meus colegas. Entreguei terça e agora já estou de férias. Vou fazer mais! 

Não tenho certeza absoluta se isso fala sobre minha produção, mas acho que sim. Acho que saberia justificar cada coisa. E fala sobre mim também, e as coisas que faço também então acho que é isso ai. 

034: chove chuva chove sem parar

@gabsgabisgabes

Estou quase de férias. Ainda sobre a aula de laboratório de texto tenho esse ultimo trabalho: tecido de citações. Com base no texto O que é um autor, de Roland Barthes, e da declaração de Sherrie Levine sobre sua produção em 1982, preciso criar um texto-colagem, com base em textos de outros autores, sobre meu trabalho, pesquisa ou atuação. Estou animada mas não sei para onde quero ir e nem de onde partir. Estou em casa, não em Porto Alegre, e chove desde que cheguei. Anotei esses trechos que grifei quando li Morangos Mofados:

"Cada coisa era cada coisa e inteira, na união de todas as suas infinitas partes. Mas e as sombras e os reflexos, esses que não se integravam em forma alguma, onde ficavam guardados? Para onde ia a parte das coisas que não cabia na própria coisa? Para o fundo do meu olho, esperando o ofuscamento para vir à tona outra vez? Ou entre as próprias coisas-coisas, no espaço vazio entre o fim de uma parte e o começo de outra pequena parte da coisa inteira? Como um por trás do real, feito espírito de sombra ou luz, claro-escuro escondido no mais de-dentro de um tronco de árvore ou no espaço entre um tijolo e outro ou no meio de dois fiapos de nuvem, onde?"
"Proibido sentimentos, passear sentimentos, passear sentimentos desesperados de cabeça para baixo, proibido emoções cálidas, angústias fúteis, fantasias mórbidas e memórias inúteis, um nirvana da bayer e se é bayer."
"Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era."
Talvez objetivos talvez coisas:
⭐ Não ter medo e angústia em falar
⭐ Terminar 
⭐ Gritar
⭐ Correr
⭐ Escutar

Indicações:
⭐ Chorona, de Julia Caus Falce. Zine muito bonita, sensível e leitura obrigatória!!! Tem contribuições minhas :)
Eu destruirei vocês, de Isabela Thomé. Uma newsletter (que são os novos blogs) muito divertida e criativa, é impossível não sorrir enquanto lê.


Filmes que assisti essa semana:
The strange thing about the Johnsons (2011) nojento, estranho, não pretendo rever. 
⭐ The edge of seventeen (2016) já tentei assistir esse filme mais de duas vezes mas nunca lembro que já (quase) vi. Ele ta em todas as listas de filmes que gosto mas mesmo assim esse não me prendeu. 
⭐ Pearl (2022) esperava mais sangue e cenas chocante! É bonito e eu gostei, adoro slasher. 
La Chambre (1972) tenho um sonho intelectual bobo que é assistir a todos os filmes da Chantal Akerman, Agnès Varda e Vera Chytilová, mesmo que sofra. Nesse é documentado o quarto de Chantal em 360º. Achei que aconteceria algo aterrorizante. 
⭐ Efeito Borboleta (2004) não sei porque comecei a ver mas, não me arrependi. É mais pesado do que poderia imaginar e menos chato também, me lembrou o filme Questão de Tempo e IA (que detesto!). Ana, minha prima fã de dramas românticos, adorou.
⭐ Shiva Baby (2020) interessante, caótico, me senti numa festa de familia de verdade. Me fez pensar naqueles momentos quando estou em um evento e não sei o que fazer, falar com alguém? Sobre o que? Procurar algo? Como não parecer perdida? 
⭐ Talk to me (2023) assisti por acaso logo depois de ver Um homem com uma câmera, no cinema do shopping, sessão das 21h. Me passaram a sinopse quando já estavamos nas poltronas e a sala escura. É um filme de espirítios e demonios que realmente dá medo!!! O final é divertido, lembrou até um pouco de Morte Morte Morte e deixa as coisas leves para dormir dsofkdpsofkk Minha cena favorita é quando filmam o canto do quarto e sai uma coisa de lá, é um medo que me assombra.
⭐ Um homem com uma câmera (1929) assisti na Sala Redenção, é parte da Mostra Cinema de Vanguarda, um projeto da cadeira com o mesmo nome. No fim uns colegas explicaram um pouco e também falaram do knokismo, o cinema puro. É o cotiadiano sem intervenções da época. 
⭐ Street Trash (1987) sujo, imundo, terrível e eu tenho até vergonha de dizer que ri algumas vezes.

017: ano passado eu não morri, esse ano eu morro

filme: Persépolis

Não aguento mais ficar em casa!!!!!!!!!!!!!!!!!! A convivência limitada e a internet exagerada me deixam muito sozinha. Tudo só fica pior e não tem nem espaço para gritar. Não consigo fazer nada nem pensar em nada direito, até os filmes não consigo mais ver. 

Últimos filmes que vi:
⭐ Reflexões de um Liquidificador: o liquidificador tem uma voz bonita e dirigiu o filme de baixo
⭐ O Filmes da Minha Vida: fofo e bonito
⭐ Como Nossos Pais: problemas e angustias de família
⭐ Eli: terror, no inicio é interessante mas depois é mais ou menos
⭐ Ingrid Vai Para o Oeste: sobre uma stalker problemática
 Jojo Rabbit: fofo e inteligente
⭐ Um Estranho Que Nós Amamos: finalmente risquei assistir outro filme da Sofia Coppola da lista
 Mid90s: do mesmo diretor de Superbad, deu vontade de saber andar de skate
⭐ Persepólis: lindo que nem o livro, ótimo pra saber mais sobre as mulheres iranianas
⭐ God Help The Girl: demorei mais de 5 anos pra ver e me decepcionou, fotografia bonita e roteiro feio
⭐ Smithereens: mais um filme sobre uma garota babaca e egoísta mas num cenário pútrido de NY
⭐ Dois Irmãos: não ouvi ninguém falando desse filme da Pixar, e é muito fofo e sobre RPG e familia

filme: Smithereens

Ontem comecei a ler Quarto de Despejo. Descobri o livro em alguma lista de obrigatórios de algum lugar que nem lembro mais, o título me chamou atenção e o livro é triste e interessante e necessário. É o diário de uma mulher que vivia na favela de São Paulo nos anos 1950 e poucos, foi publicado em 1960. Carolina Maria de Jesus é o nome da autora, primeira escritora negra do Brasil e uma das mais importantes até hoje. Ela queria escrever um livro para falar sobre como era a vida lá, publica-lo e com o dinheiro se mudar. Ainda estou bem no inicio mas não precisa de muito pra história dela prender e pensar em como acabar com esse tipo de coisa. 

Comecei a usar o Slowly, um aplicativo que simula troca de cartas, da pra enviar cartas pra pessoas do mundo todo e elas demoram um tempo dependendo da distancia. Mandei umas cinco cartas ontem mas só uma pessoa me respondeu: um menino do Rio de Janeiro, o último livro que ele leu foi Moby Dick.

Tentei pensar nessas coisas que me distraem um pouco de como realmente ando me sentindo. Mal vejo a hora de poder sair daqui logo e que tudo volte ao normal na rua. Quero sair e ver meus amigos e não ficar em filas o tempo todo, e organizar coisas e escrever nas ruas e sair correndo a noite e tudo. Quero morar sozinha e fazer faculdade e ser alguém. Não suporto mais ficar exprimida nesse aquário. 

querida kitty

Semana passada li o Diário de Anne Frank. Foi indicação da Iris, que me emprestou sua encantadora edição, a qual a capa é uma cópia do diário original. Sempre tive vontade de ler esse livro, mas me esquecia dela em meio as estantes e prateleiras. Me surpreendi bastante com os relatos de Anne, pois ela viveu e passou por situações bem mais difíceis que eu, e mesmo assim me vi em muitas das cartas que ela deixou. Decidi guardar aqui as que mais gostei, e que se parecia comigo de alguma forma.

TERÇA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 1944
Uma das muitas perguntas que me incomodam é por que as mulheres eram, e ainda são, como inferiores aos homens. É facil dizer que isso é injusto, mas não basta; realmente gostaria de saber o motivo dessa grande injustiça!

Aparentemente os homens dominam as mulheres desde o inicio por causa da força física; são os homens que ganham a vida, geram crianças e fazem o que querem… Até bem pouco tempo, as mulheres aceitavam isso em silêncio, o que era algo estúpido, ja que, quanto mais as coisas demoram a mudar, mais estranhas ficam. Ainda bem que a educação, o trabalho e o progresso abriram os olhos das mulheres. Em muitos países, elas adquiriram direitos iguais; muitas pessoas, principalmente mulheres, e tambem homens, percebem agora como é errado tolerar essa situação durante tanto tempo. As mulheres modernas querem o direito de ser completamente independentes.

Mas não é só isso. As mulheres devem ser respeitadas também! Falando em termos gerais, os homens são mais valorizados em todas as partes do mundo; então, porque as mulheres não devem ter a sua cota de respeito? Soldados e heróis de guerra são homenageados e condecorados, esploradores recebem fama imortal, mártires são reverenciados, mas quantas pessoas veem as mulheres também como soldados?

No livro Men Against Death, fiquei chocada com o fato de que somente com o parto a mulher costuma sofrer mais dor, doenças e infortunios do que qualquer herói de guerra. E o que ela recebe por suportar toda essa dor? É jogada para o lado quando é desfigurada pelos partos, os filhos logo vão embora, a beleza desaparece. As mulheres, seres que sofrem e suportam a dor para garantir a continuação de toda raça humana, seriam soldados muito mais corajosos do que todos aqueles heróis falastrões lutadores pela liberdade postos juntos.

Não quero sugerir que as mulheres devem parar de ter filhos; pelo contrario, a natureza lhes deu essa tarefa, e é assim que deve ser. O que condeno é nosso sistema de valores e os homens que não reconhecem como é grande, difícil, mas lindo, o papel da mulher na sociedade.
Concordo totalmente com Paul de Kruif, autor desse livro, quando diz que os homens devem aprender a não pensar mais no nascimento como uma coisa inevitável nas partes do mundo que consideramos civilizados. Para os homens é facil falar – eles não suportão nem terão de suportar os fardos da mulher!

Acredito que no decorrer do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará e abrirá caminho para o respeito e a admiração a todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas!

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"[…] Uma voz dentro de mim soluça: “Veja só, foi nisso que você se transformou. Está rodeada por opiniões negativas, olhos desanimados e rostos zombeteiros, pessoas que não gostam de você, e tudo porque não escuta o conselho da tua parte melhor.” Acredite, eu gostaria de escutar, mas não dá certo, porque, se eu ficar quieta e séria, todo mundo acha que estou representando outro papel e tenho de me salvar com uma piada; nem estou falando da minha família, que presume que estou doente, me enche de aspirina e sedativos, sente meu pescoço e minha testa para ver se estou com febre e me critica por estar mal humorada, até eu não aguentar mais, porque quando todo mundo começa a me chatear, fico irritada, e depois triste, a parte má do lado de fora e a boa do lado de dentro, e tento achar um modo de me transformar no que poderia ser e no que gostaria de ser se… se não houvesse mais ninguém no mundo[…])

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"[…]Para mim, é praticamente impossível construir a vida sobre um alicerce de caos, sofrimento e morte. Vejo o mundo ser transformado aos poucos numa selva, ouço o trovão que se aproxima e que, um dia, irá nos destruir também, sinto o sofrimento de milhões. E, mesmo assim, quando olho para o céu, sinto de algum modo que tudo mudará para melhor, que a crueldade também terminará, que a paz e a tranquilidade voltarão. Enquanto isso, devo me agarrar aos meus ideais. Talvez chegue o dia em que eu possa realizá-los![…]"

"[…]Bem no fundo, os jovens são mais solitários do que os adultos'. Li isso em algum lugar e ficou na minha mente. Até onde eu sei, é verdade. Então, se você está se perguntando se ficar aqui é mais difícil para os adultos do que para os jovens, a resposta é não, com certeza. Os mais velhos têm uma opinião formada sobre tudo, são seguros de si e de seus atos. Para nós, jovens, é duas vezes mais difícil sustentar nossas opiniões numa época em que os ideais são estilhaçados e destruídos, quando o pior lado da natureza humana predomina[…]"

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"[…]Como posso me sentir triste enquanto isso existir, pensei, esta luz e este céu sem nuvens, e enquanto eu puder desfrutar essas coisas?

O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local em que possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.

Enquanto isso existir – e deve existir para sempre –, sei que haverá consolo para a tristeza, em qualquer circunstância. Acredito firmemente que a natureza pode trazer consolo a todos que sofrem.

Ah, quem sabe, talvez não demore muito antes que eu possa compartilhar esse sentimento de felicidade avassaladora com alguém que sinta o mesmo que eu[…]"

"O melhor de tudo é poder escrever todos os meus pensamentos e sentimentos: se assim não fosse, já teria sufocado completamente."

004: voilà

Eu detesto finais de ano. Não gosto dessa sensação de fim, do tempo passando diante de mim e a impressão que não fiz nada com ele. Também não me fascino com fogos de artificio. Mas estou feliz de estar de férias desde dezembro, o que é uma coisa que poucas escolas estão por causa da greve.

Fiz alguns itens da lista de férias de verão. Desenhei pouco infelizmente, e pintei menos ainda, por enquanto. Finalmente fiz um omelete, e o gosto era mais ou menos como esperava, acabei fazendo outras vezes depois da primeira. A tinta de flores deu completamente errado. Fiz um dia antes de viajar, e três dias depois, quando voltei estava com um cheiro muito ruim e só uma das flores tinha de fato saído a cor. Ganhei uma vitrola de Natal, e por enquanto tenho só dois discos que peguei na casa de minha avó. Os discos são muito bons, e um deles é de uma das minhas bandas favoritas.
série: The End Of The Fucking World
Assisti The End Of The Fucking World, que agora é uma de minhas séries favoritas. Vi de uma vez só no dia que estreou. Pesquisei sobre, a história é baseada numa história em quadrinhos do mesmo nome. Li algumas páginas, e é idêntico a série.  Além da trama e os personagens que gostei muito, a fotografia e as músicas (que estou ouvindo desde então num looping infinito) também são ótimas. Assisti duas vezes já daoskdoaspk

Retirei um livro que já havia lido a uns anos atrás na biblioteca pública. Chama-se O Diário Secreto de Um Adolescente, é o primeiro da escritora Sue Townsend. Se passa na Inglaterra durante os anos 1980, e fala sobre Adrian Mole, um menino ingenuo de 13 anos e  ¾  que se acha um intelectual. Gosto bastante de como ele é escrito, tem umas partes bem engraçadas e outras meio politicas.

"Disse a Pandora que os olhos dela são iguais aos do meu cachorro. Ela perguntou de que raça ele era e eu lhe disse que era um vira-lata."

os 14 livros que li durante o ano todo

Xampu, Roger Cruz

Me sinto culpada em dizer que li tampouco esse ano. Durante os dias letivos seria realmente difícil conseguir ler algo que não fosse de alguma matéria. Isso é bastante triste. Porém notei que li muitos livros bem mais rápido que nos anos anteriores. Talvez seja a saudade de ler bastante. 

Essa lista mostra os 14 livros, incluindo quadrinhos, que li durante o ano de 2017 na ordem que foram lidos. Alguns são meus, outros retirei da biblioteca publica ou na biblioteca da escola, ou peguei emprestado com algum amigo. 



Quando Eu Era Um Alien, Danilo Deninotti e Toni Bruno
Imagem relacionada
História em quadrinhos biográfica do Kurt Cobain. Tem curiosidades sobre ele desde a infância, e sobre algumas músicas, como a história do porquê o nome Smells Like Teen Spirit. 

Os 13 Porquês, Jay Asher
Comecei a ler em 2015 e só acabei de fato no inicio do ano e não achei grande coisa. Mas ainda assim é melhor que a série, que não parece nada com o que eu imaginei.

Xampu, Roger Cruz
História em quadrinhos sobre um grupo de jovens paulistanos. Se passa entre o final de 1980 e o inicio de 1990. Quero ler os outros dois volumes ainda mas não achei em lugar nenhum.

Dora, Bianca Pinheiro
De acordo com a analise de um amigo o qual emprestei o livro a história é uma metáfora sobre depressão, suicídio, bullying e culpabilização.


Pogando, Psonha
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Quadrinho sobre uma adolescente punk inspirado nas experiências da autora. A maioria das páginas tem indicações de músicas de bandas punk populares. Da pra ouvir por essa playlist também. As técnicas de pintura mudam de um capitulo pro outro, e todos eles tem um desenho de abertura do Ossostortos.  

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Club da Luta, Chuck Palahniuk 
Achei que seria cansativo. Foi ótimo! É muito bem escrito e fácil de ler. Quero ler o volume 2 em quadrinhos.

Fique Onde Está e Então Corra, John Boyne
Imagem relacionadaUma história bem fofa sobre uma criança durante a primeira guerra. Aprendi bastante sobre a época, e é sempre bom ver as coisas como uma criança.

Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída..., Kai Hermann e Horst Rieck
Biografia da alemã Christiane F. feita quando ela tinha uns 15 anos e estava tentando "ficar limpa". Gostei muito da história dela, saber como é a juventude em outras épocas e lugares e pensar como algumas coisas permanecem as mesmas.
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Eu, Christiane F., A Vida Apesar De Tudo, Christiane F. e Sonja Vukovic

Como uma parte dois da biografia, Christiane com 50 e poucos anos. Narra como foi depois do lançamento do livro, do filme, seus namorados, as drogas, e seu filho.

Pergunte ao Pó, John Fante
Fiquei muito curiosa depois de ler sobre no blog da Bruna, pois era uma biografia e também tinha acabado de ler a história da Christiane. O livro é sobre Arturo Bandini, um escritor com muitas fraquezas que quer ganhar a vida, e suas dificuldades em ter um romance com a garçonete. Na verdade a história é muito mais do que isso, e tem várias partes bastante inteligentes e outras um tanto quanto preconceituosas, por causa da personalidade do protagonista. 

Alguns livros não foram incluídos na lista porquê já escrevi sobre eles anteriormente. Outros dois que não coloquei foram Scott Pilgrim Contra o Mundo volume 1 e 2 pois achei irrelevante. Os quadrinhos são muito bons e divertidos. 

livros sobre crianças aventureiras

John Le
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A Mais Pura Verdade, Dan Gemeinhart 

Mark foge com seu cachorro, Beau, sua maquina fotográfica e seu caderno de haikais para a grande viagem de 423km  com o objetivo de escalar sozinho a montanha mais alta do estado de Washington, antes que seja tarde demais. Enquanto isso seus pais, e os noticiários se preocupam com seu paradeiro. 

"O mundo inteiro é uma tempestade, eu acho, e todos nós nos perdemos em algum momento. Vamos atrás de montanhas no meio das nuvens para que tudo pareça valer a pena, como se isso tivesse algum significado. E, às vezes, nós as encontramos. E seguimos em frente."


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Mosquitolândia, David Arnold

Mim esta passando por um momento difícil. Seus pais se divorciaram, sua mãe não responde mais suas cartas, sua madrasta é do mal, e ela é obrigada a tomar remédios que não precisa. A procura de sua mãe que aparentemente esta doente, ela foge e da inicio a sua fantástica odisseia se livrando de vilões e fazendo vários amigos.  

"Sou uma coleção de esquisitices, 
Um circo de neurônios e elétrons:
Meu coração é o dono do circo;
Minha alma o trapezista,
E o mundo, minha platéia. 
Parece estranho porque é estranho,
E é estranho porque sou estranha."

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Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa, Carol Rifka Brunt

1986. Antes de morrer o tio de June, Finn, deixou um retrato dela e de sua irmã, sua última obra, como presente para elas. Mesmo assim ela ainda sente muito sua falta e procura saber mais sobre ele, através do amigo secreto de Finn. Juntos eles passeiam em segredo por parques e cafeterias contando suas histórias sobre o excêntrico artista que marcou suas vidas.

“Meu coração está quebrado e amolecido, e sou comum de novo. Não tenho amigos na cidade. Nem mesmo um. Eu costumava pensar que talvez quisesse ser falcoeira e agora tenho certeza disso, porque preciso descobrir o segredo. Preciso descobrir como fazer as coisas sempre voltarem para mim, em vez de sempre irem embora voando.”