050: escrevendo vendada
down down in the high society
049: acidentes
048: uma série de acontecimentos e remediações
dor de garganta ao acordar: hexomedine
cheguei ao fim do dia: sem voz
aula: sair a rua
rua: lomba, sol, uivar, corrida, pavor, listas, anotações;
dor de cabeça, fadiga, falta de ar: repouso
infecção na garganta: azitromicina
febre: paracetamol
ligações de minha mãe: a cada quinze minutos, terminando sempre com, seria bom voltar
filmes: cochilo
frio: termômetro
tosse: pastilha
dor nas costelas de tossir: rezar
coriza: soro
nariz: papel
almoço: strogonoff
dor no estômago: água de coco (o antibiótico destruindo meu estômago como um monstro voraz)
fim da tosse: leite com açúcar e canela
E o mundo acontecendo e vários convites e eventos e fotos e eu sem puder passar nada pra ninguém.
terça-feira: abertura de exposição no trabalho
sexta-feira: sair para fotografar, cinema
sábado: diversas aberturas, evento no instituto cultural r., gravação do filme no terraço (adiado), leilão de arte, diversas aberturas de exposições que parecem muito boas! + ver amigos queridos
domingo: almoço no Beverly, jogo de cartas, clube de leitura em voz alta, jogo de taco
047: esquece este drama ou o que for sem sentido
As aulas voltaram. Com o fim do estagio, fui efetivada. Esse semestre começo o trabalho de conclusão de curso. Estou me inscrevendo em vários editais de exposição, coletivo e individual, com curadoria. Tenho aniversários e festas de formatura toda semana. Não tenho ido a aberturas e vernissages. Sai para caminhar e quase correr com J e P. Estou cansada, desatenta, confusa e com a cabeça nebulosa. Adoro ler no ônibus, indo de uma cidade a outra. Minha impressora não esta imprimindo a cor azul. Tenho muitos amigos de coração. Vi um acidente.
7 de março de 2026
046: coisas das férias
status facebook trendy
pensamentos intrusivos
são paulo III (todo dia)
Andei de avião quase sozinha e fiquei com dor de ouvido no pouso.
Me hospedei na Augusta
Comi pizza em fatia.
Dormi em uma cama de casal.
A cidade é muito barulhenta.
Só ouvi músicas para São Paulo.
Tomei café da manhã.
Fui no Instituto Moreira Salles.
Não me perdi.
Almocei no Pop Vegan.
Andei de ônibus e metro. Um ônibus quebrou, então tivemos que pegar três.
Vi a Bienal, correndo.
Experimentei suco de amendoim da Luiza.
Bloqueamos o cartão de ônibus do Zero sem querer passando para todos.
Conheci os amigos de Zero no Coffee Corner.
E os amigos dos amigos.
Fiquei com dor de barriga.
Virei fã da Ebony. Mas isso foi antes de andar de avião acho.
Usei minhas roupas novas.
Participei da Miolos, conheci a Biblioteca Mario de Andrade e não deu tempo de ver a exposição com Matisse.
Conheci quase todas as pessoas da internet e nós temos praticamente a mesma altura.
Troquei muitas coisas.
Comi panquecas, esfihas e o sanduíche de Pernil do Estadão.
O Estadão é uma lanchonete tradicional muito parecida com a Lancheria do Parque, que tem em Porto Alegre. Porem o Estadão fica numa esquina, o espaço é um pouco menor e ao invés de xis eles servem cacetinho com pernil. O meu pedido veio errado para bom: tinha abacaxi junto!
Jantamos shawarma.
Aprendemos a jogar Touch, eu não sei como se escreve mas se fala como touch de touchscreen e Pescaria. Jogos de carta que precisa ter muita memória.
Descobrimos o segredo de...
E de algumas coisas.
E disse que me ama e eu disse não acredito.
Café da manhã: bauruzinho de brocolis com queijo minas.
Liberdade, bairro. Almoço: ton-don com shimeji e cebolinha (veio errado, pra melhor!). Encontrei a Bruna que chegou chorando no restaurante pois não entendia a localização do GPS.
Comprei um estilete de precisão.
Experimentei takoyaki de uma velhinha muito velhinha. Bao de uma padaria que ninguém falava português. Moshi caseirinho. E legumes desidratados que não deviam ser comidos assim.
Passei num sebo muito velho, com CDs gigantes, do tamanho de discos. Pedimos descontos e roubamos fotos de um album de família que estava a venda.
Comprei alguns presentes e sapatinhos.
Fomos no Cine Belas Artes e não deu tempo de ver o filme.
Café da manhã: croissant no Charme.
Visita ao Trianon e choque com as babás.
Visita ao MASP.
Liguei para Joana. (talvez tenha sido antes)
Almoçamos no Shopping Center 3.
Sobremesa com sorvete chique da Bella Paulista.
Terminamos de organizar as malas.
Passei uma última vez no Moreira Salles, com as malas e tudo, para ver os livros que era meu objetivo principal desde o começo.
Pegamos o metrô, o trem, o ônibus e por fim o avião e então um carro e chegamos em casa. Comemos arroz japonês com carne de porco e cebolinha e mais sei lá o que, que a Luiza tinha feito, e estava uma delícia.
Só quando voltei, aprendi que Augusta, Angélica e Consolação do Tom Zé não é só sobre mulheres. Enquanto estava lá descobri que o estádio Morumbi agora é Morumbis por causa do chocolate Bis e que o Largo da Batata quase virou Largo da Batata Ruffles. Aprendi que existem várias estações da luz e que São Paulo é igual o filme que Horas ela volta e vários outros, com coisas que achamos que não existem mais.
Não fomos na Pinacoteca, nem na Pinacoteca Contemporânea, nem no Museu de Arte Contemporânea, ou no Museu de Arte Moderna, muito menos em um SESC, não fomos na Folhetaria e não passeamos pelo Ibirapuera, não assistimos filme no cinema e não entramos em nenhuma casa que não fosse a que éramos hospedes. Não ficamos a tempo da abertura da exposição da Agnès Varda. Mas pretendo voltar logo. Eu adorei São Paulo, apesar de tudo.
Algumas das minhas fotos favoritas da exposição do Gordon Parks no IMS:
são paulo II (mala)
Acabei de arrumar minha mala. Uma lista de cabeça com tudo que esta dentro dela:
⭐ 2 saias (preta e azul)046: são paulo (previsões)
daqui 10 dias eu vou para são paulo pela primeira vez. fui uma vez quando era bebê, e uma vez quando o voo tinha escala. vou ir com meu amigo Pedro L. praticamente vou ir sozinha. vamos ficar na casa de Zero, que arranjei para nós. espero que o colchão seja confortável. conheci Zero na abertura da exposição em homenagem a mãe dele, que teve onde trabalho. era a última parada da exposição porque ela é daqui. estou fazendo um livro de fotografias fortemente inspirado na série quartos dela. ela morreu atropelada a uns anos atrás. de vez em quando penso que também morrerei assim. Zero esta namorado um cara daqui então tenta vir uma vez por mês e sempre marcamos de nos ver. quero visitar a biblioteca de fotografia do IMS, o Tomie Ohtake, o MASP, a Bienal, o Ibirapuera, os SESCS, a Liberdade. estou em dúvida se levo minha camera nova ou não, acho que não vou levar pois tenho medo de voltar sem. comprei roupas novas para ir. no final de semana Pedro e eu vamos participar de uma feira gráfica muito grande na Biblioteca Mário de Andrade. só posso levar o essencial, não vamos despachar mala. preciso trazer presentes. preciso de uma bagagem de mão. vamos de avião, mas inicialmente íamos de ônibus. comprei a passagem de ida errada, jurando que era para Congonhas e seria perfeito e foi para Guarulhos. Zero disse que não tem problema e irá nos buscar lá igual. espero que os travesseiros sejam bons. amanhã vou cortar o cabelo com a Vica, desejo não me arrepender, nunca fizemos isso antes. estou animada mas sem grandes emoções. as vezes sinto saudade de Pedro, ando confusa. passei o final de semana dormindo muito na casa da minha mãe. não me arrependo de nada. tenho me sentido feia, acho que é porque fazem menos de 48h que menstruei. quero viajar mais. quero acreditar no futuro e viver agora.
anotações e porcarias empilhadas em preto e branco
vai sem medo
de se machucar
tem que ser valente
não pode ser frouxa
se ir
não vai chorar
devagarinho
26 de agosto
gosto: surpresa regalia privilégio nome na lista carona convite mimo tiração ficar sem ar gargalhada longa desenrolar segredo fofoca lembrança fotografia coleção
27 de agosto
desgosto: atraso refrigerante cobrança peso obrigação regras repetir assento sem encosto janelas que não abrem enrolação tendência escolher e perder ferida bala pra garganta falar em público
eu quero morrer
eu quero viver
e cuspir
no meio da rua
na quarta-feira de cinzas
no sete de
setembro
abrir a boca
até desencaixar
o coração é mole
a cabeça é oca
o raio de sol
cruza o meio da rua
fora da faixa de
pedestres
almoços
pão português na chapa, ovo mexido com cebolinha, chá preto com leite e mel
tiras de frango, batata inglesa cozida com manteiga e cebolinha, refogado de abobrinha, tomate e cebola
25/08 - segunda
tiras de frango, batata doce assada, refogado de abobrinha, tomate e cebola
26/08 - terça
bife de frango, batata inglesa cozida com manteiga e cebolinha, arroz cateto com gergelim e cebolinha
27/08 - quarta
pão português, rúcula, maionese, salamito e queijo mussarela
28/08 - quinta
pão semi italiano, ovo frito com gema mole, maionese, salamito e queijo mussarela, iogurte de morango Activia e chá preto com leite e mel
desejo: McDonald's
29/08 - sexta
Yakisoba de frango do Bamboo Sushi Cidade Baixa.
nota: não estava bom como eu esperava
ps: acho que fui amaldiçoada
045: julho embrulho
26 julho, 2025
domingo
Acabei de terminar minha contribuição para a zine do Cine Vestígio, cineclube que apoiou o lançamento da LoveZine na sessão do dia dos namorados. O filme da vez era Kamikaze Hearts. Eu não gostei. Para a zine tínhamos que fazer algo haver com a mostra À flor da pele, passaram ótimos filmes. Eu Escolhi fazer sobre um que não vi na mostra, pois estava viajando no dia, mas já tinha visto em casa: Pepi, Luci, Bom e outras garotas de montão, estreia do Almodóvar e único filme que já assiste dele ate agora. Gosto bastante desse porque ele é divertido e maluco e bonito. Finalmente fechei todas as minhas pesquisas e referencias. Como inspiração pro desenho pensei em revistas antigas e nas ilustrações do filme Diário de uma adolescente, e com isso adaptei um trecho do comercial das Calcinhas Puton ou Bragas Pontes, como descobri que é no original. Não entendi porque foi traduzido como Puton.
oráculo, desejo e a imaginação
Quando eu desejo muito, os sonhos frescos, bem ventilados e brilhantes e acredito piamente, acontece e aparece só com o poder do desejo, o sexto sentido do querer-precisar. Quando nas horas vazias fantasio em palco de topo o espetáculo começando com o cenário completo.
- Aos 7 anos rezei na porta da escola, quando terminei minha mãe apareceu finalmente para me buscar atrasada.
- O jogo de adivinhar quanto media o barbante no hotel, eu sentia que ia acertar e aconteceu, com um suco grátis no bar da piscina.
- Meu primeiro amor, que imaginava aos beijos na saída do prédio da aula de desenho. Ficamos juntos por 68 meses.
- Durante a pandemia, prometi a mim mesma que seria última vez que faria uma prova. E foi. Passei no vestibular exatamente como queria.
- Minha cadeira de escritório, o destino. Um presente que veio do outro lado parque.
- Semana passada: a banana que o anjo Gabriel me trouxe sem que eu desse um pio sobre pensar muito nela antes horas da exposição.
- O livro Os Anões que surgiram rápido. O tempo entre o nascer e o por do sol. Comecei a ler voltando para Porto Alegre, no ônibus tremelicando a tela toda e terminei com ele nas mãos durante a janta na casa de Val e Fran, quando Fran disse para olharmos uma caixa de livros e pegarmos o que quiséssemos de lá. Era um presente da tia que ele tinha detestado.
- Ontem mesmo, quando decidi não levar a bicicleta e ir andando até o trabalho com Joana e falei a ela: hoje Carol volta de férias e com certeza vai ir de carro e me oferecer carona para voltar. Aconteceu.
044: idéias, pensamentos e músicas
Faz quatro dias que estou ficando doente, mas ainda não fiquei de fato e espero não ficar ate quinta-feira quando vou ao médico. Faz quase um ano que estou com uma dor de dente terrível, que aparece nos piores momentos, como quando fui ao cinema assistir Ainda estou aqui. Enquanto as meninas corriam na praia, eu sofria intensamente. Até achar o último analgésico encapsulado em gel na minha bolsinha, engolir a seco e sentir que estava preso na minha garganta até fim do filme.
Este ano estou fazendo mil coisas: tendo aula apenas com professoras chamadas Marina (são duas), sendo responsável por muitas coisas no estágio (talvez já pudesse ter um salário de funcionária normal), auxiliando na produção de eventos e materiais gráficos com uns amigos (fizemos uma zine, clipe, cartaz, e calendários de bolso quentíssimos, além de um show que vai acontecer no final do mês), produzindo duas feiras gráficas, pensando no meu próximo zine (que se chamará Les Chambres, e reunirá minhas fotografia de quartos e bagunças) e do meu próximo trabalho em vídeo (o Meninos que dançam, um compilado de amigos dançando — tenho pra mim que isso partiu do vídeo onde gravo meu amigo Pedro performando Oops! ... Did It Again da Britney).
⭐ A Joana caiu de bunda numa esquina com areia deslizante enquanto voltávamos de uma abertura de exposição.⭐ Fiz muitos amigos que espero levar para vida!





























