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apareci na i wanna be yr grrrl



PRÓLOGO
1° de janeiro de 2020, eu estava maravilhada com a quantidade de zines incríveis que tava encontrando no Issuu. Não sei se descubro mesmo ou só redescubro as mesmas todas as vezes na verdade. Não sei alguém lembra disso mas já tinha mencionado a I Wanna Be Yr Grrrl lá no guia de zines, em junho, tava na quinta edição. Li as edições de novo no inicio do ano e fiquei fascinada de novo, vi que a autora tinha aberto uma chamada pela página no Facebook para enviar contribuições para a próxima edição e enviei um email com umas coisas que tinha pronta, até meio nada a ver. 

O VÍDEO
4 de abril de 2020, hoje mesmo, entediada e cansada de mim mesma lembrei do canal no Youtube da Seth (que também já falei por aqui, incrível como tudo se conecta!). Ela não tem uma regularidade, as vezes até esqueço de lá e pensei que poderia ter algo novo. Tinha mesmo, dois vídeos, o primeiro que vi era a entrevista com a Puipo e a Flavushh, duas artistas que gosto e acompanho também. Perfeito! Elas falaram de como começaram nesse mundo de zines, quadrinhos e tudo mais e mencionaram o grupo do Facebook, ZINE XXX. 

O GRUPO
Lembrei que também tava nesse grupo e depois de ver a entrevista dei uma olhada lá. Todo abandonado como o próprio Facebook, o que é uma pena porque esses grupos eram muito interessantes. Rolei os posts procurando alguma coisa massa e encontrei: "Zines que li em 2019", uma lista de... tananananã... Larissa Oliveira!!! Isso não fez muito sentido pra mim de primeira.

A LISTA
Uma seleção ótima, conheci várias zines e links muito legais e ainda descobri um pouco mais sobre a Tobi Vail. Uma parte falava sobre o zine da própria Larissa, fui ver e era o I Wanna Be Yr Grrrl, sexta edição. Folheei o zine e na primeiríssima página, no sumário, tinha um desenho meu!!! Fiquei muuuito feliz mais confusa de como tinha ido parar lá. Nesse tempo lembrei que já conheci o projeto e recordei de quando tinha enviado o email (que encontrei alguns minutos depois) para ela. 

Não tinha ideia de que um dos meus desenhos tinha mesmo sido escolhido, ela nunca me retornou nem nada e se não fosse tudo isso talvez nunca tivesse descoberto que fiz uma pequena contribuição pra uma zine tão maneira. Achei incrível como tudo estava interligado, e nem tinha falado ainda sobre como tenho um amigo (que conheci por acaso ano passado), que faz parte de um coletivo com a Seth.

pilha de revistas maneiras

Capitolina Vol. 1
"Criada por jovens que sentiram falta de ter suas experiências representadas na mídia para este público, a revista tem a intenção de estabelecer um diálogo honesto com as leitoras, sendo acessível e interessante de forma inclusiva, sem restrições de classe social, raça, orientação sexual, aparência física, ou qualquer outra forma de interesse[...]"

"[...]buscamos abarcar os mais variados assuntos para que as mais variadas garotas consigam se encontrar na revista. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são. Além disso, buscamos mostrar para nossas leitoras as belezas de suas próprias vidas, ao contrário de criar um mundo aspiracional. Para nós, é imprescindível que as garotas vejam suas realidades como algo que deve ser apropriado, em vez de negado. Assim, a Capitolina tem como um dos intuitos mostrar às suas leitoras que as dificuldades pelas quais elas passam são válidas e também possíveis de se resolver sem a necessidade de recorrer a um mundo fictício. E que, apesar de seus problemas, o mundo em que vivem é, sim, um lugar fantástico."

Capitolina começou em 2014, é uma revista online independente e a que eu acompanho mais e a mais tempo. A equipe é composta com mais 30 colaboradores, entre fotografas e ilustradoras, há muitas entusiastas e estudante responsáveis pelas colunas artes, se liga (música), saúde, esportes, relacionamentos & sexo, culinária & fvm, tech & games, fala mais, poéticas, sociedade, ciência e tecnomania, e educação. 

As matérias são muuito bem feitas e interessantes, sempre aprendo algo novo e termino o texto com muitas ideias e questionamentos sobre a vida, definitivamente faz pensar e querer saber mais sobre.  Mais ou menos mensalmente a Capitolina tem uma tema o qual tem a ver com as principais matérias da temporada, fora da internet já possui duas edições impressas. 

 ilustração de Fernanda Kissy para a OvelhaMag
A Ovelha também começou em 2014, e o nome é uma maneira irônica de apontar como as mulheres são comumente vistas pela sociedade. A leitora seria o ponto fora da curva que, como Rita Lee canta, é uma ovelha negra. Ela não é como todo mundo. Ela é única.

Tem 5 colunas principais: inspiração, cotidiano, entretenimento, estilo e música, e busca atender as mulheres que não se sentem representadas pelas revistas e jornais convencionais. As matérias também são incríveis e muito inspiradoras!! Confesso que conheço a um certo tempo, mas sempre esquecia de acompanhar, porem estou visitando mais ultimamente. Já conheci muitas artistas, descobri e me diverti muito pelas páginas da Ovelha.     

A imagem pode conter: 2 pessoas, texto
No ar desde 2015, Minas Nerds é uma iniciativa para ampliar a voz e representar as mulheres no meio geek e nerd. A equipe também é presente em eventos de cultura pop, palestras, mesas de discussões e ate curadorias. 

Mesmo o assunto principal sendo cultura nerd, as matérias não se prendem a uma só coisa e sempre incluem questões sociopoliticas, incentivando o protagonismo feminino, analisando o impacto dessa cultura na sociedade e debatendo, questionando e compreendendo o modo como ela é pensada e produzida a partir de um ponto de vista feminio e feminista. 

A minha série favorita é "Um guia dos quadrinhos das minas", que em cada edição lista uma série de quadrinistas incríveis! Além da coluna das HQs, tem cinema e tv, games, estilo nerd (focado em cosplay), feminismo, literatura, música e ainda mais o podcast, MinasCast

Cabeça Tédio - Punk Feminista

Uma das minhas maiores inspirações, Cabeça Tédio, criado em 2006 e não mexido desde 2018 é a minha enciclopédia suprema do Riot Grrrl. 

"Nosso objetivo é falar sobre cultura feita por mulheres (e estimular que ela se desenvolva, sempre), seja ela contra-cultural ou não, seja feita por meio de música, zines, documentários ou outras plataformas. Tentamos sempre traduzir materiais sobre Riot Grrrl para que quem não lê em inglês tenha acesso a informação sobre o assunto. Nos afastamos e repudiamos valores sexistas, machistas, racistas, homofóbicos, capacitistas, especistas, transfóbicos e antiquados, pois o pessoal é político."

Riot Grrrl + Punk Feminista + Zines + Contra-Cultura + Faça Você Mesma