não deu tempo


Não Deu Tempo é um mini documentário independente de aproximadamente 8 minutos, e também meu trabalho final para a disiciplina de Laboratório de Vídeo, que estava fazendo nesse semestre que acabou agora e além de tudo isso é minha terceira produção documental. 

“Em vídeo, os modos principais de representação são, de um lado, o modo plástico (a "videoarte" em suas formas e tendências múltiplas) e, de outro, o modo documentário (o "real"- bruto ou não - em todas as suas estratégias de representação)”. -Philippe Dubois em Cinema, vídeo, Godard

Nesse vídeo exploro a documentação, gravando respostas espontâneas geradas a partir da questão “o que não deu tempo?” feita a 36 pessoas, entre amigos, conhecidos e desconhecidos. Minhas principais inspirações foram o Cabeças Falantes (1980), o Resposta das Mulheres: Nosso Corpo, Nosso Sexo (1975), de Agnès Varda e o Jorge Furtado. 


Gravei o vídeo todo com uma handycam emprestada de um amigo e é muito divertido dar zoom drámatico nas pessoas. Essa cadeira foi muito legal de fazer, mas pelos semestres estarem reduzidos (por causa desse longo processo de voltar ao normal depois da pandemia) tivemos poucos trabalhos. 

Outros vídeos produzidos pra aula e mini documentários porque documentar é muito divertido:
⭐ Terceira Pessoa
⭐ Echo

I wish you were dead or never born

14 de outubro, 2022
sexta-feira

Não queria admitir mas toda a música Don't da Brvnks, que já ouvi centenas de vezes, e nunca me dei conta que falava sobre isso, é exatamente como me sinto desde quarta-feira. Estou a semanas de indas e vindas dos pensamentos: "eu sei que isso não era pra sempre (será mesmo?)", "a vida não é uma comédia romantica, um romance romantismo", "eu nunca vou amar alguém de novo", "como é bom sentir e estar viva", "como sentir é o pior do mundo e eu só queria morrer ou nunca ter nascidooooo!!!!!!", "porque todas as coisas do mundo falam de amor e carinho e afeto e me me lembram de ti eu te odeio e por causa disso eu queria não saber ler e ser insenivel ao universo". E todos esses sentimentos estão trancados no meu peito e na minha cabeça e eu estou de férias da faculdade, o que influência na minha solidão e em ficar sozinha com todos esses pensamentos. Oh meu deus como eu sou patética!

Sinto saudade de tudo. Não amo ninguém e me sinto um lixo por isso. Tem esse garoto, que eu não sei como dar um fora agora e é como um labirinto. Eu detestei nossa útima conversa tanto que comecei a chorar sozinha na poltroninha e depois sai correndo, no feriado, para espantar os pensamentos até o Wand's.

Eu te odeio. Eu odeio o amor. Eu odeio sentir. E não sentir. Eu odeio que eu te amo. Eu odeio ver o tempo que passou. Eu odeio as lembranças. E eu odeio ficar em casa sozinha. E eu odeio como tudo isso foi por água a baixo e acabou assim.

Agora já é tarde demais,

Gabriela 

Além de entranhas e vergonhas essa carta também é parte do Projeto de Escrita, criado pela Gabriela e indicado pela Nicole! O tema do projeto é: a arte de se reconhecer, e é pra escrever tudo o sentir que deve sem medo, em torno das propostas: 

★ inspire-se em sua música favorita
★ escreva uma carta
★ descreva um lugar que existe apenas na sua mente
★ um lugar que gostaria de visitar
★ escreva uma biografia de alguém que você admire
★ selecione imagens que tenham a ver com você

Quem mais pilhar de fazer ou estiver fazendo, conta por favooor! Tou muito animada pra ler o de todo mundo :)

trocar mixtapes

The Muffs, banda

Quero muito fazer uma festa do vinil, do CD do que for. Cada um escolhe sei lá, 5 músicas? Grupo seleto. Um por um colocamos as escolhidas e apreciamos do inicio ao fim. Conhecer novas músicas e bandas e sons e cada um de nós mesmos um pouco mais. É proibido colocar música que toca na rádio, porque ai já estamos todos esgotados de paradas do sucesso. 

No meio do ano, seguido pela minha obsessão na música Baby Please Don't Go, do Van Morrison (que não tem nenhum parentesco com o Jim Morrison mesmo que pra mim os estilos lembrem um do outro e eles serem família fazia todo sentido), a fissura na playlist DAWGZ, trilha sonora do gibi homonio da Beatriz Shiro (leia), a quebra das gritarias pelo samba e bossa nova que fizeram minha cabeça durante uma ida de bicicleta ate o escritório onde faço bolsa (obrigada Rosinha de Valença, por tudo) e o final: 

Essa releitura da mixtape da Beatriz, que preenche minha cabeça desde o fim julho. Destaque especial pra últica faixa: Janitor do Suburban Laws, que tocou todo dia por uma semana inteira. Agora deu espaço pro Boogarins, e é muito doido como quando se acorda com o barulho tocando no inconsciente já se vai ouvir e se ouve muito melhor, tudo faz sentido e a letra ou melodia e cada ruidinho de cada coisinha é o mais intenso do mundo. De verdade, ouvir música as vezes doi mas é eu sentir um pequeno aperto no peito que mudo bruscamente pensando muito em: 

Então melhor sofrer
Do que ser blasé
E fingir que nada
Me afeta

Como canta a Sophia Chablau. 

Volta e meia também volto nessa que teve um dia o dever de ser a minha inspiração para aprende a tocar um instrumento. Algo que nunca vai rolar, já aceitei! Só sirvo pra ouvir e curar. 

 
Eu sempre fui de trocar playlist e listinha de música, acho incrível como tem tanta coisa que conheço que foi por indicação além do Spotify ou qualquer inteligência artificial besta. Música que conheci em comentários na blogosfera e tenho muuuito carinho tanto por me lembrarem desse tempo quanto por serem ótimas!! Playlist que troquei com amigos da internet e por carta, na escola, em viagem... Então se quiser, deixa uma indicação qualquer ai e eu vou retornar com algo que ela tenha me lembrado.