documentários da minha vida

ilustração de Alyssa Berg

Em 2014 uma das minhas melhores amigas (da época), se mudou para outra cidade. Eu tive a ideia de gravarmos (eu, minha outra melhor amiga e mais alguns colegas), vários videos sobre o que acontecia na escola e no final do mês eu editaria  como um jornal de noticias e mandaríamos para ela. Isso durou umas três ou quatro edições bem ruins, que nem sei mais onde salvei. Porém isso deu início a tradição de a gente gravar coisas, só pela nostalgia de ver depois.

Desde lá eu gravo tudo, as vezes pensando em como ficaria aquilo em algo mais cinematográfico e ou juntaria em um vídeo para mostrar aos meus amigos depois. Também comecei a me interessar pela edição, e procurar saber mais sobre isso. Em 2015 fiz a primeira retrospectiva do ano, que era pedaços dos vídeos do ano inteiro com músicas que a gente gostava no fundo. Em 2016 fiquei tão ansiosa pra fazer a próxima, que acabei fazendo a parte um do inicio ao meio do ano e a parte dois do meio ao fim. Esse ano fiz a mesma coisa, acho que assim talvez não seja tão cansativo de olhar. Além das retrospectivas com vídeos de vários dias diferentes, as vezes faço algumas montagens sobre apenas um dia que foi muito legal, ou dias próximos. Depois de editar eu mando para os meus amigos pelo Google Drive, e eles gostam de receber e ver e as vezes contribuem enviando vídeos para pôr.

Mesmo com muita vergonha eu escolhi as mais legais, caso alguém quiser ver e até mesmo precisar de ideias e inspiração para começar a fazer.

PS: aconteceu alguma coisa de errado com o primeiro vídeo, porque ele não é privado e diz que ele é. Se quiser assistir ele, é só clicar nos outros e depois clicar de volta nele c; por enquanto isso funcionou, espero que pare de dar esse erro.

eu gosto de tomate

ilustração de Jonatan Cantero

Escarlate longa vida
Italiano
Cereja
Verde e frito
Eu gosto de tomate
direto do pé
na temperatura ambiente
sem conservante
livre de 
tóxicos 
sal
e vinagre

 pra saber mais do projeto

de quando cantávamos rita lee


Querida Sabine,

Essa é a primeira vez que escrevo uma carta de verdade, e por mais que tu não a leia muito em breve espero algum dia ter coragem, não de entregar apenas essa mas a de todos para os quais irei escrever. Sempre achei a ideia de trocar cartas um ato muito bonito, e de como seria legal durante a idade média. 

Nós nos conhecemos desde os cinco anos, estou escrevendo no ultimo dia de julho de 2017 então temos um total de 11 anos de amizade. Isso significa que dependendo de quanto iremos viver talvez seja a metade, um terço, ou um sétimo de nossas vidas. 

Desde quando nos vimos a primeira vez, quando por um algum motivo tudo que acontecia de ruim era culpa minha, vivemos muitas aventuras e desventuras. Fizemos amigos novos, e vimos eles irem embora. Fizemos trabalhos juntas, e sempre eram muito bons. Escutei muitas vezes tu ler em voz alta os textos que escrevia, e ate mesmo os que não eram teus. Eu nunca gostei de mostrar o que escrevo, mesmo que alguns eu até mostrasse. As várias composições musicais que fizemos juntando trechos de frases que ouvíamos das pessoas. As vezes que íamos a biblioteca, (se alguém perguntar, não combinamos. Foi por acaso, tudo bem?), e ficávamos a tarde inteira abrindo livros e lendo trechos aleatórios, rindo e conversando. De quando nada estava bem, e eu não sabia o que fazer (desculpa, eu nunca sei). Quando tu escreveu um poema sobre nossa amizade, e tínhamos apenas uns 7 anos. E todas as vezes que era impossível parar de rir durante a aula inteira. E de como sempre tivemos gostos semelhantes para música, cantávamos Rita Lee, fazíamos coreografias com músicas do Titãs e versões alternativas de Franz Ferdinand. E aqueles papeis coloridos que recortávamos dos exercícios do 3° ano pra passar bilhetes, a agenda do Sitio do Pica-Pau Amarelo e o código PigPen que ainda hoje ninguém intendeu. Tu é a melhor amiga que eu poderia ter, e espero que sempre seja.

Com amor,
Gabriela